Publicado 28/02/2026 14:33

Pelo menos 22 mortos e 30 feridos após acidente com avião militar na Bolívia

O avião transportava dinheiro, pelo que a população local tentou aproximar-se dos destroços da aeronave MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos 22 pessoas morreram, outras 30 ficaram feridas e vários veículos ficaram destruídos após o acidente com um avião militar Hercules C-130 ocorrido na tarde de sexta-feira nas proximidades do Aeroporto Internacional de El Alto, em La Paz, Bolívia.

A ministra da Saúde e Desportos da Bolívia, Marcela Flores, informou o novo balanço e destacou que entre as vítimas há quatro crianças. “Ainda há alguns corpos que devem ser recolhidos do necrotério judicial”, indicou Flores, segundo a agência de notícias oficial boliviana, ABI.

Os feridos foram transferidos para diferentes centros médicos: oito para o Hospital Korea, um para a Clínica Litoral, um para o Divino Señor, um para o Centro de Saúde Calama, um para o Centro Corazón de Jesús Kenko, três para o Hospital El Alto Sur, treze para o Hospital del Norte, seis para o COSSMIL, dois para o Hospital Los Andes e um para o serviço de saúde das Forças Armadas.

Entre os feridos há uma criança que sofreu a amputação dos membros inferiores e, devido à gravidade do seu quadro, foi submetida a uma cirurgia. Atualmente, ele se encontra na unidade de cuidados intensivos do Hospital del Norte, sem que seus familiares tenham aparecido. A Força Aérea Boliviana (FAB) indicou que o acidente ocorreu durante as manobras de aproximação e aterrissagem em El Alto. Anteriormente, o corpo nacional de bombeiros havia relatado a existência de feridos, embora não tenha fornecido números concretos.

Além da aeronave do tipo Hércules, entre os veículos acidentados também se encontram vans particulares, micro-ônibus e até mesmo um caminhão que foram atingidos quando o avião caiu na área. O incidente exigiu a ativação dos “protocolos de emergência correspondentes” por parte das forças do país e “em coordenação com as instâncias competentes para atender à situação”.

Assim, foi criada a Junta de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (JIAA) com o objetivo de “estabelecer as verdadeiras causas deste acidente aeronáutico”, “por disposição expressa do Comando Geral da Força Aérea Boliviana” e conforme previsto no 'Manual MAPO-3'. “A instituição manterá a população informada através dos canais oficiais, à medida que se dispuser de informações verificadas”, conclui a nota da FAB. Flores indicou mais tarde, em coletiva de imprensa, que a operação de resgate e transporte sanitário foi coordenada pela polícia e pelos bombeiros, sob a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Ministério.

A aeronave acidentada transportava dinheiro, o que levou dezenas de pessoas a se concentrarem no local do acidente para tentar recolher as notas espalhadas. Agentes de segurança do aeroporto utilizaram agentes químicos para dispersar a multidão. Neste contexto, lamentou a ministra, algumas das ambulâncias que se deslocaram ao aeroporto foram atacadas pelas pessoas presentes no local. “Não é possível que, enquanto se tenta salvar vidas, algumas pessoas ajam com violência. A prioridade é o atendimento aos pacientes”, afirmou. Nesse sentido, a instituição liderada por Flores informou que o dinheiro, transportado para o Banco Central da Bolívia, “não tem validade legal em seu estado atual” e exortou os cidadãos a “não se aproximarem da área do acidente para recolher esses valores” e a “manterem o respeito pelas vítimas, priorizando a segurança pessoal e o acesso irrestrito das equipes de resgate e saúde que trabalham na zona”.

“Lembramos que o mais importante e doloroso deste acontecimento é o impacto nas vidas humanas e o luto das famílias, prioridades que devem prevalecer sobre qualquer interesse material”, continua o comunicado ministerial.

No total, cinco ambulâncias do sistema de saúde, duas unidades da Caja Nacional de Salud, duas unidades da Caja Petrolera de Salud e nove ambulâncias em serviço foram enviadas para prestar atendimento no local, segundo o Executivo boliviano, cujos dados “foram consolidados pelo vice-ministério de Gestão do Sistema Nacional de Saúde, órgão que está em monitoramento permanente das brigadas de emergência enviadas à zona do sinistro”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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