Lhasa fire and rescue mobile detachment / Xinhua N
MADRID, 30 ago. (EUROPA PRESS) -
O último balanço da devastadora enchente de quarta-feira, originada no município nepalês de Rasuwa, já aponta um total de 804 mortos (788 no Nepal, 16 no Tibete) e mais de 3.000 desaparecidos, enquanto os trabalhos de busca continuam.
As equipes de resgate estão concentrando seus esforços nos municípios de Rasuwa, Timure, Trishuli e Dhunche, destacaram as autoridades nepalesas, que afirmam ter resgatado 8.730 pessoas. O contingente total mobilizado no Nepal já soma 19.895 pessoas, segundo informam a mídia nepalesa.
“O Governo do Nepal é o guardião de todos e de cada um dos cidadãos afetados pela crise provocada pela enchente do rio Bhoekoshi, em Rasuwa”, destacou o primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, em uma mensagem publicada nas redes sociais. Eles ajudarão “cada pessoa afetada” e darão início aos trabalhos de reconstrução, que não serão interrompidos “até que sejam totalmente concluídos”.
Dezenas de trabalhadores continuam presos nos túneis das barragens e usinas hidrelétricas localizadas no leito do rio Bhotekoshi. Equipes especializadas já estão perfurando a rocha para tentar chegar aos trabalhadores presos em Rasuwa e Nuwakot, embora, até o momento, não tenham conseguido acessar esses túneis.
Enquanto isso, a ajuda solicitada pelo governo nepalês aos países estrangeiros começou a chegar na forma de dez aeronaves que pousaram no Aeroporto Internacional de Tribhuvan, em Katmandu. Trata-se de voos provenientes da Índia, dos Estados Unidos, do Japão, da China e da Coreia do Sul.
A China também está fortemente envolvida na resposta à catástrofe e enviou dois aviões de transporte Y-20 da Força Aérea, com 13.200 itens de suprimentos de ajuda de emergência a bordo, que chegaram ao Nepal nas últimas horas, juntamente com quatro especialistas chineses em resgate em túneis. Outros cinco especialistas chineses em resgate em túneis chegaram ao Nepal ontem para auxiliar nas operações de busca
Aos 2.498 desaparecidos no Nepal somam-se outros 546 na fronteira com o Tibete — 261 deles estrangeiros —, de acordo com os respectivos balanços das autoridades locais, em meio ao risco de transbordamento causado pelos resquícios da tremenda avalanche de gelo, água, rochas e detritos trazidos pela correnteza do rio Bhotekoshi, que neste domingo voltou a transbordar.
Drones de vigilância mobilizados na área detectaram, nesse sentido, um deslizamento de terra na encosta de uma montanha, a 2,8 quilômetros rio abaixo da represa de Purepuqiang Tsangpo; resultante da erosão causada pela corrente inicial e pelas enormes massas de água acumuladas pela enchente.
A emissora estatal chinesa, CCTV, confirmou que “o deslizamento de terra criou uma nova barragem e está se formando um novo lago artificial”, que poderia romper as contenções a qualquer momento, por isso, as equipes de resgate próximas ao posto fronteiriço de Gyirong, agora completamente soterrado, foram transferidas para áreas mais seguras.
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