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MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Venezuela informaram nesta terça-feira que mais de 1.900 pessoas morreram e 10.500 ficaram feridas devido ao duplo terremoto de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, registrado na última quarta-feira no centro da costa venezuelana, e às réplicas subsequentes.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, precisou em entrevista coletiva que são 1.943 as vítimas fatais, 10.571 as pessoas feridas e 15.866 os afetados pelos poderosos terremotos, aos quais se seguiram mais de 600 réplicas, embora, segundo o deputado, ele tenha ressaltado que “até o momento, a frequência e a magnitude das réplicas vêm diminuindo”. “Isso não significa necessariamente que qualquer risco de ocorrência de um evento perigoso tenha se dissipado completamente”, alertou.
O deputado indicou ainda que, até o momento, 6.461 pessoas foram resgatadas “com vida”, a maioria delas nos dois primeiros dias após o desastre — 2.047 e 2.973—, graças às “primeiras unidades de proteção civil, bombeiros e Forças Armadas” venezuelanas que chegaram ao epicentro e “também a muitos familiares e voluntários e voluntárias” que colaboraram para localizar as vítimas.
“No terceiro dia, foram resgatadas 731 pessoas; no quarto dia, 345 pessoas; no quinto dia (esta segunda-feira), quatro pessoas foram resgatadas; e hoje, um bebê de dois anos foi resgatado nas primeiras horas da madrugada”, relatou Rodríguez.
A esses números, é preciso somar cerca de 13.400 a 13.500 pessoas que conseguiram “sair por conta própria ou com a ajuda de seus familiares da área do desastre”, destacou Rodríguez, que explicou que esse número se baseia “em pesquisas com as pessoas, com seus familiares, com aqueles atendidos nas triagens e com os atendidos nos hospitais”.
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