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MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 15 pessoas morreram, outras 28 ficaram feridas e vários veículos ficaram destruídos após o acidente com um avião militar ocorrido na tarde desta sexta-feira nas proximidades do Aeroporto Internacional de El Alto, em La Paz, Bolívia. Ainda não se conhecem as causas do acidente, cujo número de vítimas mortais poderá aumentar.
“A Força Aérea Boliviana (FAB) informa à opinião pública que, nas últimas horas, uma aeronave do tipo Hércules pertencente à Transportes Aéreos Bolivianos (TAB), durante manobras de aproximação e aterragem, sofreu um acidente que resultou na sua queda sobre a Ponte Bolívia, na cidade de El Alto”, informou a própria FAB em comunicado divulgado nas redes sociais.
Por sua vez, a ministra da Saúde do país, Marcela Flores, confirmou que o total de feridos em consequência do acidente ascende a 28 pessoas, todas elas distribuídas entre os diferentes hospitais da capital. Anteriormente, o Corpo Nacional de Bombeiros havia relatado a existência de feridos, embora não tenha fornecido números concretos. Além da aeronave do tipo Hércules, entre os veículos acidentados também se encontram vans particulares, micro-ônibus e até mesmo um caminhão, que foram atingidos quando o avião caiu na área.
O incidente exigiu a ativação dos “protocolos de emergência correspondentes” por parte das forças do país e “em coordenação com as instâncias competentes para atender à situação”.
Assim, foi criada a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (JIAA) com o objetivo de “estabelecer as verdadeiras causas deste acidente aeronáutico”, “por disposição expressa do Comando Geral da Força Aérea Boliviana” e conforme previsto no “Manual MAPO-3”. “A instituição manterá a população informada através dos canais oficiais, à medida que se dispuser de informações verificadas”, conclui a nota da FAB. Flores indicou mais tarde, em coletiva de imprensa, que a operação de resgate e transporte sanitário foi coordenada pela polícia e pelos bombeiros, sob a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Ministério.
De acordo com a agência de notícias boliviana ABI, a aeronave acidentada transportava dinheiro, o que teria levado dezenas de pessoas a se concentrarem no local do acidente para tentar recolher as notas espalhadas. Agentes de segurança do aeroporto utilizaram agentes químicos para dispersar a multidão. Neste contexto, lamentou a ministra, algumas das ambulâncias que se deslocaram ao aeroporto foram atacadas pelas pessoas presentes no local. “Não é possível que, enquanto se tenta salvar vidas, algumas pessoas ajam com violência. A prioridade é o atendimento aos pacientes”, afirmou. Nesse sentido, a instituição liderada por Flores informou que o dinheiro, transportado para o Banco Central da Bolívia, “não tem validade legal em seu estado atual” e exortou os cidadãos a “não se aproximarem da área do acidente para recolher esses valores” e a “manterem o respeito pelas vítimas, priorizando a segurança pessoal e o acesso irrestrito das equipes de resgate e saúde que trabalham na zona”.
“Lembramos que o mais importante e doloroso deste acontecimento é o impacto nas vidas humanas e o luto das famílias, prioridades que devem prevalecer sobre qualquer interesse material”, continua o comunicado ministerial.
No total, cinco ambulâncias do sistema de saúde, duas unidades da Caja Nacional de Salud, duas unidades da Caja Petrolera de Salud e nove ambulâncias em serviço foram enviadas para prestar atendimento no local, segundo o Executivo boliviano, cujos dados “foram consolidados pelo vice-ministério de Gestão do Sistema Nacional de Saúde, órgão que está monitorando permanentemente as brigadas de emergência enviadas à zona do sinistro”.
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