Publicado 16/09/2026 05:43

AMP — O número de mortos no desabamento de um prédio onde moravam dezenas de deslocados em Gaza sobe para treze

Archivo - Arquivo – 16 de agosto de 2026, Cidade de Gaza, Faixa de Gaza, Território Palestino: Imagem panorâmica que mostra a destruição de residências palestinas causada por ataques aéreos israelenses durante a guerra no bairro de Tel al-Hawa, na Cidade
Hadi Daoud / Zuma Press / Europa Press - Arquivo

MADRID 16 set. (EUROPA PRESS) -

O número de mortos em consequência do desabamento, nesta quarta-feira, de um prédio onde moravam pessoas deslocadas — que caiu sobre barracas adjacentes montadas em uma rua na cidade de Gaza, no norte da Faixa —, subiu para treze, conforme confirmado pela Proteção Civil.

“O número de vítimas fatais resgatadas dos escombros aumentou para treze”, informou a Proteção Civil de Gaza, que indicou que outras 16 pessoas foram resgatadas com vida, entre elas dez que se encontram feridas. Os trabalhos continuam na área para tentar localizar dezenas de pessoas que ainda estão desaparecidas.

O órgão, que lamentou o “incidente doloroso e trágico”, explicou que dezenas de deslocados estavam no prédio após “terem sido forçados a viver ali devido à agressão israelense”. “Eles protegiam seus filhos entre as paredes e colunas rachadas”, lamentou, referindo-se aos danos sofridos anteriormente pelo prédio devido aos ataques de Israel.

O prédio, de seis andares e conhecido como “Prédio da Felicidade”, abrigava “cerca de uma centena de pessoas” que viviam em “dezenas de barracas”. “Metade delas eram crianças inocentes com seus pais e mães. Agora estão sob os escombros”, destacou, segundo um comunicado publicado nas redes sociais.

“Essa tragédia nos lembra mais uma vez dos milhares de mártires que perderam a vida em consequência dos ataques israelenses contra prédios e residências, bem como dos milhares que permanecem desaparecidos sob os escombros, sem possibilidade de serem resgatadas devido à intransigência da ocupação e à sua recusa em permitir a entrada das equipes, dos equipamentos, das escavadeiras e das retroescavadeiras necessárias para lidar com esses trágicos acontecimentos”, enfatizou.

Nesse sentido, alertou para possíveis desabamentos de outros prédios atingidos pelos ataques israelenses e insistiu na necessidade de se permitir a entrada de equipamentos e maquinário para trabalhos de busca e resgate, especialmente diante dos “desastres” que poderiam ocorrer com a chegada do inverno e a piora das condições climáticas.

Por sua vez, a assessoria de imprensa das autoridades de Gaza destacou que o incidente “agrava a catástrofe humanitária” em Gaza. “Responsabilizamos totalmente a ocupação e a comunidade internacional”, ressaltou, ao mesmo tempo em que acusou Israel de “obstruir deliberadamente as operações de resgate” ao impedir a entrada de equipamentos.

“As vítimas desta tragédia somam-se aos mais de 8.500 desaparecidos sob os escombros em várias províncias da Faixa de Gaza, sendo urgente uma intervenção para resgatá-las”, afirmou o escritório, que insistiu no risco que correm “milhares” de edifícios danificados pela ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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