Concha Ortega - Europa Press
MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
Mais de 530 pessoas foram atendidas nas diversas comunidades autônomas, a maioria por problemas oculares, após o eclipse total de Sol que, nesta quarta-feira, mergulhou mais da metade da Espanha em uma escuridão profunda e histórica.
De acordo com os dados coletados pela Europa Press, ainda sem o balanço das Ilhas Canárias, grande parte das consultas foi motivada por incômodos nos olhos após observar o eclipse, em geral leves, embora também tenham ocorrido tonturas ou insolações.
Especificamente, os serviços de saúde da Comunidade de Madri realizaram um total de 101 atendimentos médicos relacionados ao eclipse até as 9h desta quinta-feira, conforme informaram à Europa Press fontes da Secretaria de Saúde. As principais causas desses atendimentos foram tonturas, incômodos e problemas oculares, bem como consultas de cidadãos para esclarecer dúvidas relacionadas aos possíveis efeitos do fenômeno astronômico.
A Osakidetza atendeu 58 pessoas em todo o País Basco com problemas oculares com sintomas leves, sendo 22 delas na atenção primária e 36 em atendimento hospitalar. A chefe da Seção de Emergências do Hospital Universitário Donostia, Oihana Ormazabal, destacou que se tratou de “patologias leves e não há nenhuma lesão grave que possa ser atribuída ao eclipse de ontem”.
Os hospitais da Andaluzia receberam, até o meio-dia desta quinta-feira, um total de 44 atendimentos em emergências oftalmológicas relacionados ao eclipse, embora nenhum dos casos tenha exigido internação hospitalar nem tenha sido considerado grave. A Catalunha atendeu 134 pessoas entre as 7h da quarta-feira e as 13h30 desta quinta-feira, sendo que 40 delas apresentaram problemas oftalmológicos.
Em Múrcia, 32 pessoas procuraram atendimento médico por problemas oftalmológicos relacionados ao eclipse. O Serviço de Saúde de Múrcia (SMS) esclareceu que nenhum caso foi grave, nem exigiu internação hospitalar ou intervenção cirúrgica.
Por sua vez, o dispositivo sanitário especial mobilizado pelo 061 Aragão atendeu cerca de trinta atendimentos ou consultas por telefone entre os dias 10 e 13 de agosto; sendo nesta quarta-feira, 12 de agosto, quando se concentrou a maior parte deles, todas leves e, principalmente, relacionadas a contusões e pequenos tratamentos.
NÃO SE DESCARTAM MAIS CONSULTAS
Cerca de 20 pessoas foram atendidas em serviços de atenção primária ou em hospitais das Ilhas Baleares devido a lesões oculares. Além disso, o Centro de Coordenação de Emergências 112 recebeu 14 consultas por telefone. O diretor de Assistência à Saúde do IBSalut, Hermann Ribera, explicou que não se descarta a possibilidade de mais atendimentos por essas queixas, uma vez que as lesões começam a se manifestar entre 24 e 48 horas.
O Serviço de Emergências Médicas da Comunidade Valenciana (SESCV) também realizou cerca de vinte atendimentos: três por problemas oftalmológicos leves, onze por traumatismos/contusões, cinco por desmaios e um por ansiedade durante o dia desta quarta-feira. Outras vinte pessoas em La Rioja procuraram o Hospital San Pedro devido a incômodos oculares e, dessas, quatro apresentavam lesões compatíveis com a exposição.
Por outro lado, a Galícia registrou 19 casos, em sua maioria consultas sem sintomas, quedas e crises de ansiedade. Em seguida, vêm as Astúrias, onde a secretária de Saúde, Concepción Saavedra, estimou em 18 o número de consultas na atenção primária que podem estar relacionadas ao eclipse solar, entre os 64 pacientes que procuraram seus centros de saúde por motivos oculares a partir das 20h da quarta-feira.
TONTURAS, INSOLES
Castela-La Mancha registrou 18 casos relacionados principalmente a tonturas ou mal-estar geral, devido ao calor intenso, ou consultas por terem observado o eclipse sem proteção. Castilla y León atendeu a oito incidentes a menos — apenas um deles por incômodos oculares —; enquanto Navarra registrou sete atendimentos oftalmológicos e dois relacionados ao calor.
Por fim, a Extremadura atendeu três pacientes por alterações visuais. Na Cantábria, a secretária de Presidência e Segurança, Isabel Urrutia, destacou a “absoluta normalidade” e o civismo da população durante todo o dia; precisando que as chamadas para o 112 — entre 15h e 22h da quarta-feira — aumentaram em 52, e os Postos de Comando Avançado (PMA) gerenciaram a atendimento a vários incidentes “que não tiveram nada a ver com o eclipse”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático