Tian Rui / Xinhua News / Europa Press / ContactoPh
MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Líderes de vários países da América Latina anunciaram sua disposição de enviar ajuda humanitária à Venezuela após os dois terremotos com magnitude superior a 7 na escala aberta de Richter, que deixaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos, de acordo com o primeiro balanço preliminar divulgado pelas autoridades — ofertas essas que já foram agradecidas pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou sua “solidariedade ao povo da Venezuela” e confirmou que o Ministério das Relações Exteriores já está “em contato” com Caracas. “Já dei instruções para a preparação da ajuda necessária. Por enquanto, nos solicitaram apoio com pessoal especializado em resgate e na área da saúde”, afirmou, antes de destacar que “o México sempre é e será solidário”.
Da mesma forma, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula de Silva, demonstrou sua “profunda preocupação e consternação” com os terremotos e revelou que deu ordem para que se “avalie” a situação e “as medidas de assistência que o Brasil pode adotar”. “Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidente Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desse país irmão, cujo povo demonstrou grande resiliência diante da adversidade”, ressaltou.
“Nossas sinceras condolências e toda a solidariedade ao governo e ao povo da Venezuela, pelos terríveis terremotos que, nesta quarta-feira, abalaram o centro do país”, afirmou, por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que indicou que a equipe cubana de saúde “coopera ativamente na assistência às vítimas”.
Da vizinha Guiana, o presidente Irfaan Ali expressou sua “tristeza” pela “magnitude, gravidade e destruição” causadas pelos dois fortes terremotos registrados na Venezuela. “Nos solidarizamos com o povo da Venezuela”, afirmou.
Nesse sentido, ele estendeu a mão às autoridades venezuelanas. “Como vizinhos, estamos dispostos a oferecer ajuda na medida de nossas possibilidades. Nosso carinho, nossas orações e nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas e com o povo da Venezuela”, afirmou.
Nessa linha, o presidente do Equador, Daniel Noboa, transmitiu sua “solidariedade” ao “povo irmão da Venezuela” e confirmou que determinou “o envio imediato de ajuda humanitária para atender a essa emergência”. “O Equador responderá com a rapidez e o compromisso que este momento exige porque, apesar das enormes diferenças, a humanidade deve sempre orientar a atuação de um governante”, ressaltou ele nas redes sociais.
A Presidência da Argentina também expressou sua “mais profunda solidariedade ao povo venezuelano” após os terremotos. “A Argentina está atenta à evolução da situação e manifesta sua disposição em colaborar com a assistência humanitária que possa ser necessária, em coordenação com os organismos internacionais competentes”, afirmou.
“Além das diferenças que possam existir entre nossos governos, o presidente, Javier Milei, estende sua mão em sinal de solidariedade ao povo venezuelano diante de uma catástrofe natural que exige uma reação de toda a comunidade internacional”, afirmou em seu comunicado, assinado pelo próprio presidente argentino.
Por sua vez, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, indicou que as autoridades ofereceram ajuda à Venezuela e destacou que “300 socorristas e paramédicos, juntamente com 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos de primeira necessidade, estão prontos para partir rumo a Caracas”.
Às mensagens de apoio juntou-se o presidente do Chile, José Antonio Kast, que demonstrou sua “solidariedade” com a população venezuelana. “Estamos à disposição do seu governo para coordenar o envio de ajuda humanitária e colaborar com equipes de resgate para enfrentar a emergência causada pelo terremoto. Chile e Venezuela unidos para enfrentar esta tragédia”, destacou.
Da mesma forma, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, confirmou ter conversado com Rodríguez para expressar sua “mais profunda solidariedade diante da tragédia causada pelo devastador terremoto”.
“Amanhã, logo cedo, equipes especializadas em busca, resgate e atendimento a emergências de nossas Forças Armadas partirão para a Venezuela a fim de apoiar os trabalhos realizados pelas autoridades venezuelanas”, disse ele. “Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e todo o povo venezuelano nestes momentos tão difíceis”, destacou.
Nessa linha, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, transmitiu sua “maior solidariedade e apoio” à Venezuela “pelo terremoto e suas consequências”. “O Panamá, mais uma vez, oferece sua ajuda humanitária aos países irmãos”, destacou ele por meio de uma breve mensagem nas redes sociais.
Por fim, a presidente da Costa Rica, Laura Fernández, destacou que o país centro-americano “abraça de coração o povo venezuelano nestas horas de dor após os terremotos que abalaram seu país”. “Nossa solidariedade está com cada família afetada e com aqueles que hoje trabalham para salvar vidas e reconstruir a esperança. Vocês não estão sozinhos”, concluiu.
A presidente interina da Venezuela estimou em 32 o número de mortos e em mais de 700 o de feridos devido ao duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter ocorrido no norte do país, embora tenha alertado que os números não incluem o balanço do estado de La Guaira, que ela descreveu como “zona de desastre” com “dezenas de prédios desabados”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático