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Autoridades confirmam a morte de quatro agentes na operação mais letal do estado brasileiro
MADRID, 28 out. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 60 pessoas morreram e outras 81 foram presas nesta quarta-feira durante a operação mais letal realizada pelas forças de segurança brasileiras contra uma das estruturas do Comando Vermelho, o grupo criminoso mais importante do país, na zona norte do Rio de Janeiro.
Além dos 60 mortos, que segundo as autoridades eram traficantes de drogas que trocaram tiros com a polícia, quatro agentes das forças de segurança foram mortos e seis ficaram feridos. No entanto, segundo o G1, a operação ainda está em andamento, portanto não se descarta que o número de mortos possa aumentar.
A chamada operação "Contenção", que mobilizou 2.500 agentes, ocorreu nos bairros do Alemão e da Penha após mais de um ano de investigação e uma centena de mandados de prisão. A polícia indicou que alguns dos suspeitos lançaram bombas de drones e outros fugiram da área.
Durante a operação, os policiais prenderam Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Qutungo, um dos líderes do Comando Vermelho na região; e Nicolas Fernandes Soares, suspeito de ser o operador financeiro de um dos principais líderes do grupo, Edgar Alves de Andrade. Além disso, foram confiscados 75 fuzis e duas pistolas.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, criticou a recusa do governo federal em apoiar as operações policiais locais e disse que o estado "estava sozinho", razão pela qual pediu ajuda ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
"Estamos sozinhos nessa luta hoje. É uma operação maior do que em 2010 e, infelizmente, desta vez, como durante todo o (mandato), não temos o apoio de veículos blindados ou agentes das forças federais de segurança e defesa", lamentou.
No entanto, o Ministério da Justiça rechaçou as declarações de Castro e garantiu que atendeu a todas as solicitações de seu gabinete, o que demonstra o "total apoio" de Brasília às forças de segurança que atuam no Rio de Janeiro.
A pasta ministerial sustentou que mantém as tropas mobilizadas desde outubro de 2023 e que há operações programadas até dezembro deste ano, quando a medida poderá ser renovada novamente.
Somente em 2025, a Polícia Federal realizou cerca de 180 operações no Rio de Janeiro, das quais 24 foram relacionadas ao tráfico de drogas e armas. Nesse período, foram efetuadas 210 prisões. Também foram apreendidas dez toneladas de drogas e 190 armas de fogo.
"Esses números refletem os esforços contínuos da Polícia Federal no combate ao crime organizado e na redução do poderio militar das facções criminosas", disse o ministério chefiado por Ricardo Lewandowski.
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