Publicado 06/07/2026 07:41

AMP. – Cerca de 4.600 hectares queimados, 10.000 pessoas evacuadas e cinco feridos em incêndios no sul da França

5 de julho de 2026, França, Ille-sur-Tet: Um bombeiro da Agência Francesa de Proteção Civil caminha por uma estrada próxima a um incêndio florestal perto de Ille-sur-Tet. Um incêndio florestal começou no dia 4 de julho em uma cordilheira remota perto de T
Matthieu Rondel/AFP/dpa

MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -

O incêndio já consumiu cerca de 4.600 hectares no departamento francês dos Pirineus Orientais, devido ao incêndio que se originou em Trévillach — o mais grave entre os que assolam o sul da França —, que deixou cinco feridos, e levou as autoridades a evacuar 10.000 pessoas.

“O incêndio já destruiu cerca de 4.600 hectares. As condições meteorológicas continuam desfavoráveis e exigem que se mantenha uma mobilização significativa dos serviços de emergência”, informou a prefeitura dos Pirineus Orientais em uma mensagem nas redes sociais, na qual indicou que “a situação continua evoluindo”.

Na mesma publicação, a administração lembrou que até 26 municípios receberam um pedido para evacuar a área, ressaltando que as pessoas afetadas estão sendo acolhidas em dois pontos de encontro, em Thuir e Canohès, “antes de serem encaminhadas para os centros de acolhimento abertos no departamento”.

Pouco depois, o prefeito da região, Pierre Regnault de La Mothe, confirmou que há cinco feridos devido ao incêndio, sendo dois deles bombeiros. A essa situação soma-se o fato de que a etapa do Tour de France que liga Granollers (Espanha) a Les Angles passaria por essa região. Por fim, a corrida será realizada, mas “sem público” em seu trecho francês, especialmente na área da linha de chegada, para não atrapalhar a mobilização dos serviços de emergência.

“Minha prioridade hoje é ajudar a população que foi evacuada. Por isso, decidi que nenhum bombeiro será mobilizado para o Tour de France. Isso não impede que a etapa seja realizada”, explicou Regnault de La Mothe.

No total, as evacuações ordenadas no departamento chegam a 10.000 pessoas, segundo informações coletadas pela mídia francesa, como as emissoras TF1 e BFMTV.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, deve se deslocar até a região, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem de solidariedade às pessoas afetadas pelos incêndios. “Meus pensamentos estão com nossos bombeiros feridos, a quem expresso o apoio da nação. Agradeço a todas as forças de segurança e de socorro mobilizadas”, afirmou ele em um apelo para que todos permaneçam “alertas” e respeitem as ordens de segurança diante da propagação das chamas.

No âmbito dessas operações, o governo instou a população, nas redes sociais, a “não retornar às localidades evacuadas, nem mesmo para recolher objetos pessoais ou para ir ao trabalho”. “É imprescindível”, ressaltou, “para que os serviços de emergência possam atuar nas melhores condições e garantir a segurança de todos”.

“Não utilizem as estradas localizadas na área afetada, nem mesmo para se deslocarem ao local de trabalho”, ressalta a publicação, que pede que as vias permaneçam “totalmente livres para os veículos de emergência e os meios mobilizados”, já que “as operações de combate ao incêndio e de garantia da segurança continuam”.

Por isso, o governo local solicitou aos trabalhadores afetados “que informem sua empresa de que não podem comparecer ao local de trabalho devido às medidas de segurança em vigor”, alegando que “cada deslocamento que não seja essencial complica o trabalho dos serviços de emergência e pode colocar vidas em risco”. “A presença deles nessas áreas dificulta o trabalho dos bombeiros que atuam no local”, enfatizou.

A esses incêndios somam-se também os registrados em outros pontos do sul da França e, especialmente, na região da Occitânia, onde se localizam os Pirineus Orientais. De fato, no departamento vizinho de Gard, as autoridades locais estimaram em “mais de 540” os hectares devastados pelas chamas. No entanto, esse incêndio já foi controlado, conforme informou à BFMTV o comandante Nicolas Baro, bombeiro da região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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