NATALYA MAISHEVA/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 11 nov. (EUROPA PRESS) -
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) informou que as Américas perderam o status de região livre de transmissão endêmica do sarampo, pois o vírus causador da doença circulou por pelo menos doze meses no Canadá.
O continente, a primeira região do mundo a eliminar o sarampo duas vezes, perdeu novamente seu status de região livre de sarampo. Por enquanto, todos os outros países das Américas continuam a manter seu status.
A Comissão de Monitoramento da OPAS anunciou a perda do status depois de se reunir de 4 a 7 de novembro na Cidade do México para avaliar a situação epidemiológica na região.
Por sua vez, o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, disse que, embora a perda seja um revés, "é reversível". "Enquanto o sarampo não for eliminado globalmente, nossa região continuará enfrentando o risco de reintrodução e disseminação do vírus entre as populações não vacinadas ou pouco vacinadas", explicou Barbosa.
No entanto, "com compromisso político, cooperação regional e vacinação contínua, a região pode mais uma vez interromper a transmissão e recuperar essa conquista coletiva", acrescentou.
Os dados indicam que, até 7 de novembro, 12.593 casos confirmados de sarampo foram registrados em dez países, com 95% dos casos no Canadá, México e Estados Unidos.
Isso representa um aumento de 30 vezes em relação a 2024. Além disso, foram registradas 28 mortes: 23 no México, três nos Estados Unidos e duas no Canadá. Surtos ativos persistem no Canadá, México, Estados Unidos, Bolívia, Brasil, Paraguai e Belize, a maioria deles associados a casos importados. A transmissão tem afetado principalmente as comunidades com baixa cobertura de vacinação.
Além disso, 89% dos casos ocorrem em pessoas não vacinadas ou com status de vacinação desconhecido. As crianças com menos de um ano de idade são o grupo mais afetado, seguidas pelas crianças de um a quatro anos.
O SURTO NO CANADÁ COMEÇOU EM OUTUBRO DE 2024
O surto de sarampo no Canadá começou em outubro de 2024 na província de New Brunswick e, desde então, se espalhou por todo o país, com mais de 5.000 casos confirmados.
De acordo com a OPAS, o sarampo é altamente contagioso e uma pessoa infectada pode transmiti-lo a até 18 outras pessoas. Pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite, cegueira e morte. Os surtos também perturbam a vida cotidiana e exercem pressão adicional sobre os sistemas de saúde.
A agência da ONU enfatizou que a vacinação continua sendo a medida de proteção mais eficaz, lembrando que ela evitou mais de seis milhões de mortes nas Américas nos últimos 25 anos. No entanto, em 2024, a cobertura regional da segunda dose da vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (MMR2) foi em média de 79%, abaixo dos 95% necessários para evitar surtos.
Além disso, apenas 31% dos países alcançaram uma cobertura de 95% ou mais para a primeira dose, e apenas 20% alcançaram esse nível para a segunda dose.
A INTERRUPÇÃO DE 12 MESES PRECISA SER DEMONSTRADA
Para recuperar o status de eliminação, um país deve demonstrar a interrupção da transmissão endêmica por pelo menos doze meses consecutivos, com o apoio de dados abrangentes de vacinação, vigilância e resposta a surtos.
O Canadá agora apresentará e implementará um plano de ação de acordo com a estrutura regional da OPAS, com foco no aumento da cobertura de vacinação, no fortalecimento dos sistemas de vigilância e na garantia de respostas rápidas a surtos, com o objetivo de interromper a transmissão endêmica e recuperar a eliminação do sarampo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático