MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente da Associação contra a Metástase: Inovação e Apoio (ALMIA), Pilar Fernández, e a secretária da entidade, Aida Fernández, compareceram perante a Comissão de Saúde do Senado nesta quinta-feira para reivindicar a inclusão das biópsias líquidas no pacote comum do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e acelerar o acesso a tratamentos inovadores.
Durante sua intervenção, a presidente defendeu que a inovação na área da saúde só cumpre sua função quando chega a tempo aos pacientes e quando o acesso a ela não depende da comunidade autônoma em que residem.
Assim, ela lembrou que a inovação continua chegando tarde aos pacientes; embora tenha reconhecido os avanços alcançados para agilizar os processos de avaliação e financiamento, ela ressaltou que a Espanha ainda está longe dos 180 dias de acesso recomendados pela União Europeia. Além disso, ela destacou que, nos últimos 16 meses, apenas dois novos tratamentos para o câncer de mama metastático foram aprovados e alertou que as terapias direcionadas perdem grande parte de seu potencial se não for garantido, simultaneamente, o acesso às ferramentas diagnósticas necessárias para identificar os pacientes candidatos a recebê-las.
Quanto às biópsias líquidas, ele destacou que se trata de uma ferramenta indispensável para a medicina de precisão. Fernández ressaltou que essa tecnologia permite monitorar o DNA tumoral circulante e detectar alterações na evolução da doença, em média, 83 dias antes que elas se tornem visíveis por meio de exames de imagem convencionais. Além disso, facilita a identificação de mutações tumorais e a seleção de tratamentos direcionados em questão de dias, permitindo um atendimento mais rápido e personalizado.
Ele também ressaltou seus benefícios econômicos, uma vez que contribuem para reduzir procedimentos invasivos, internações hospitalares, tratamentos malsucedidos e exames desnecessários. “As biópsias líquidas não são um luxo a ser adiado, são uma urgência médica para todos os pacientes oncológicos e, especialmente, para aqueles que convivem com metástases”, defendeu a presidente.
Por outro lado, ela destacou que é preciso garantir, por meio de uma estratégia nacional, o acesso uniforme aos biomarcadores em todas as comunidades autônomas, uma vez que se trata de ferramentas essenciais para identificar o tratamento mais eficaz para cada paciente. Ela lembrou, em sua intervenção, que o principal problema na Espanha não é regulatório, mas sim de implementação, já que persistem diferenças regionais na disponibilidade dos exames, na acreditação dos laboratórios e nos modelos de financiamento.
“Não podemos permitir que existam cidadãos de primeira e de segunda classe no acesso à inovação na área da saúde”, afirmou Aida Fernández.
Por fim, solicitaram a aprovação de uma lei federal sobre cuidados paliativos que garanta um marco comum em todo o território nacional. A associação lembrou que esses cuidados são fundamentais para o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com doenças graves e alertou que mais de 80.000 pessoas morrem a cada ano na Espanha sem receber os cuidados paliativos de que necessitam.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático