Publicado 30/08/2026 03:59

A Aliança dos Estados do Sahel considera “fracassado” o motim no Níger, sem que haja notícias até o momento da cúpula militar

Archivo - Arquivo - Sede da Assembleia Nacional na capital do Níger, Niamey
Zheng Yangzi / Xinhua News / Contactophoto

MADRID 30 ago. (EUROPA PRESS) -

A Aliança dos Estados do Sahel considerou “frustrada” a revolta que eclodiu na madrugada de sábado na capital do Níger, Niamey; uma “tentativa de golpe de Estado”, segundo as autoridades nigerinas, enquanto se aguarda o reaparecimento em público do líder militar do país, Abdourahmane Tchiani.

O Níger é um dos três países que compõem a AES, juntamente com Burkina Faso e Mali, uma aliança de Estados africanos cujo denominador comum são as juntas militares instaladas no poder após golpes de Estado e sua proximidade com a Rússia.

Em seu comunicado de última hora no sábado, a AES condena sem reservas a revolta protagonizada por um grupo de militares insurrectos na Base Aérea 101 e no bairro de Plateau, onde se encontram várias sedes governamentais e que fica próximo ao Palácio Presidencial.

“Graças à coragem e ao profissionalismo das forças republicanas leais, essa última tentativa foi contida e frustrada”, declarou a CES em um comunicado conjunto no qual se afirma “plenamente comprometida e mobilizada ao lado do Níger, cuja determinação em continuar a luta pela soberania e pela paz compartilha”.

A aliança, por fim, exorta os cidadãos dos três países a “permanecerem particularmente vigilantes contra as campanhas de desinformação, a manipulação da opinião pública e as tentativas de semear a divisão que possam acompanhar os esforços de desestabilização”.

No que diz respeito ao motim, fontes da emissora RFI estimam que esses militares rebeldes eram membros das forças especiais que chegaram à capital do país após um deslocamento surpresa a partir de regiões como Tillabéri ou Dosso, focos da luta contra o Estado Islâmico e a filial da Al Qaeda no Sahel, o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), possivelmente insatisfeitos com o rumo dos combates.

O diretor do Instituto Tombuctú, Bakary Sambe, explica à emissora francesa que a situação é alarmante porque, “pela primeira vez desde o golpe de Estado de 2023, a ameaça não veio do exterior, nem de jihadistas, mas das próprias forças armadas”, o que evidencia a divisão do Exército nigerino”, razão pela qual o governo teve que recorrer aos mercenários russos do Africa Corps para restabelecer a ordem interna.

“O apoio russo já não é uma hipótese. Foi o próprio comando nigerino da Base 101 que solicitou a presença do Africa Corps”, afirmou o analista à RFI, “para recuperar as instalações”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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