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MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -
A Sociedade Espanhola de Imunologia Clínica, Alergologia e Asma Pediátrica (SEICAP) alertou nesta quinta-feira sobre os riscos envolvidos no retorno às aulas para crianças que sofrem de alergias alimentares, asma ou doenças respiratórias crônicas, já que o início do ano letivo significa um aumento na exposição a vírus e resfriados, o que pode agravar as crises de asma.
Para se antecipar a possíveis complicações graves, os especialistas enfatizaram a importância de as crianças e adolescentes levarem seus medicamentos e um relatório médico atualizado, especialmente aqueles com risco de anafilaxia e em atividades fora da sala de aula.
"É fundamental que, na primeira semana do ano letivo, os pais se reúnam com o tutor para informá-lo sobre a alergia ou asma da criança, a medicação necessária e as medidas de segurança. Além disso, eles devem atualizar o relatório médico, pois as mudanças de peso durante as férias podem exigir ajustes na dosagem da medicação. Também é importante relatar quaisquer novas alergias que possam ter surgido durante o verão", explicou a vice-presidente do SEICAP, Dra. Cristina Rivas Juesas.
A especialista enfatizou que as crianças não devem parar de tomar a medicação mesmo que "se sintam bem", pois isso pode evitar complicações graves, e que também é importante garantir que ela seja administrada corretamente.
"Os inaladores de dose calibrada devem ser usados com uma câmara espaçadora para garantir que atinjam efetivamente os brônquios e bronquíolos. Para crianças com menos de quatro anos de idade, recomenda-se o uso com uma câmara e uma máscara facial", acrescentou.
Da mesma forma, ele ressaltou que nem todas as escolas têm autoinjetores de adrenalina (AIA), apesar da crescente conscientização sobre esse problema.
ALÉRGENOS OCULTOS EM MATERIAIS ESCOLARES
Rivas também detalhou que há vários materiais escolares que contêm alérgenos ocultos e que produtos como giz de cera, giz de cera, pasta de modelar e cola podem conter glúten, nozes, soja ou proteína do leite em sua fabricação, que, se entrarem em contato por inalação ou ingestão acidental, podem colocar em risco a segurança e a vida dessas crianças.
Por esse motivo, o SEICAP recomendou encontrar alternativas para o trabalho manual com os itens envolvidos, substituindo-os por outros, e que os professores revisem a lista de objetos que podem conter esses ingredientes.
"É essencial que as crianças não sejam discriminadas em nenhuma atividade escolar por causa de sua alergia; o que deve ser garantido é que sempre haja uma alternativa adequada. Também é essencial ter medicamentos de emergência na escola, localizados em um local de fácil acesso", insistiu o Dr. Rivas.
INÍCIO DA VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE
Ela também destacou que a campanha de vacinação contra a gripe coincide com o início do ano letivo e que é aconselhável que as crianças com asma sejam vacinadas contra a doença, pois ela representa um "risco adicional" à sua saúde.
A SEICAP enfatizou que os pais devem consultar seu pediatra para agendar a vacinação de seus filhos no início da campanha, que geralmente começa em outubro.
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