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MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -
A Federação Nacional de Associações para a Luta contra as Doenças Renais (ALCER) lembrou que o “impacto emocional” decorrente do câncer renal é “uma dimensão fundamental da abordagem integral”, por isso, destacou o “impacto psicológico que acompanha o diagnóstico e a evolução”.
Nesse sentido, indicou que essa patologia oncológica “não afeta apenas no plano físico, mas também condiciona significativamente o bem-estar emocional dos pacientes”. “Diversos depoimentos e análises coletados no âmbito da psico-oncologia coincidem em afirmar que conviver com o câncer renal pode gerar emoções intensas, como ansiedade, medo, incerteza ou tristeza, além de mudanças na vida social, familiar e profissional”, explicou.
“Muitas vezes, esses impactos emocionais permanecem invisíveis ou não são comunicados com frequência suficiente no ambiente de saúde”, afirmou a ALCER, que insistiu que “o processo de diagnóstico, os tratamentos e a evolução da doença podem gerar um forte impacto psicológico”. “Entre os fatores mais comuns estão a preocupação com o futuro, a sensação de perda de controle e o isolamento emocional, tanto em pacientes quanto em cuidadores”, afirmou.
A esse respeito, a ALCER destacou que “essas experiências emocionais fazem parte do curso da doença e devem ser reconhecidas e abordadas como parte do tratamento global”. Por isso, considera necessário “integrar o apoio emocional aos cuidados de saúde de rotina, promovendo a comunicação aberta entre pacientes, familiares e profissionais da área médica”.
BUSCAR APOIO EM PROFISSIONAIS DE PSICOONCOLOGIA
Além disso, e após destacar “a utilidade de ferramentas de avaliação do bem-estar emocional e recursos de acompanhamento que permitam detectar precocemente situações de mal-estar psicológico”, ela ofereceu uma série de recomendações “para melhorar o bem-estar”. Assim, defende “incentivar a comunicação sobre emoções e preocupações, buscar apoio junto a profissionais de psicooncologia” e “participar de redes ou associações de pacientes”.
Além disso, ela se mostrou favorável a “manter hábitos saudáveis na medida do possível” e a “não minimizar os sintomas de ansiedade ou tristeza persistente”. “A ALCER defende um modelo de atendimento integral que abranja tanto os aspectos clínicos quanto os emocionais e sociais, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas e de seu entorno”, resumiu.
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