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MADRID, 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral da Federação Nacional de Associações para a Luta contra as Doenças Renais (ALCER), Juan Carlos Julián, alertou que mais de 90% dos pacientes com câncer renal enfrentam problemas emocionais, portanto, contar com estratégias de enfrentamento pode ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
No âmbito do Dia Mundial do Câncer Renal, que busca destacar nesta quinta-feira o bem-estar emocional das pessoas afetadas, a Ipsen, em colaboração com a ALCER e a Fundação do Grupo Espanhol de Oncologia Geniturinária (SOGUG), publicou o “Guia para acompanhar pacientes e familiares no enfrentamento do câncer renal”.
O guia oferece informações úteis, práticas e acessíveis sobre as reações emocionais mais comuns, estratégias para lidar com momentos difíceis, sugestões para que o paciente saiba como se comunicar com as pessoas ao seu redor e recursos para cuidar de seu bem-estar durante todo o processo, desde o impacto causado pelo diagnóstico, passando pela incerteza gerada ao receber uma notícia como essa, até como lidar com o tratamento.
“O impacto do diagnóstico é muito pessoal para cada indivíduo e resulta em uma mistura emocional em que se pode sentir um choque ou uma anestesia emocional; uma hiperativação ou até mesmo respostas de desconexão como mecanismo de defesa. Essa mistura emocional costuma evoluir para uma experiência de medo que conecta a pessoa à incerteza”, explicou Helena García, doutora em Psicologia Clínica e da Saúde e psicooncologista do Centro de Estudos Superiores Cardenal Cisneros (UCM).
A especialista, que prestou consultoria na elaboração do guia, afirmou que “as emoções não são nem boas nem ruins” e que a experiência emocional do paciente faz parte de um “processo de adaptação à doença que precisa ser desencadeado e que se manifesta por meio dessas reações emocionais intensas”.
Por isso, ela destacou o conteúdo do guia, caracterizado por um componente psicoeducativo e de baixo custo, que, em sua opinião, “pode ajudar muito os pacientes e suas famílias que precisam enfrentar uma situação ‘tão ameaçadora’, sobretudo nos primeiros momentos, como é o caso de um diagnóstico de câncer renal”.
O paciente Antonio Lagares, que também colaborou na revisão do guia, concordou com a importância desse tipo de ferramenta, que constitui uma fonte de informação “útil, simples e acessível”. Em sua opinião, esses guias e o acompanhamento dos chamados pacientes especialistas “deveriam estar muito mais integrados e difundidos nos hospitais”.
“O guia que apresentamos hoje aborda um aspecto da doença que, até agora, havia recebido pouca atenção e que consideramos essencial: o manejo emocional. Com esta publicação, completamos uma série de recursos que inclui os guias sobre nutrição e atividade física desenvolvidos em anos anteriores em parceria com a ALCER e a SOGUG”, destacou o diretor-geral da Ipsen Iberia, Gabriel Galván.
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