Publicado 09/03/2026 09:46

A AGAF alerta que cerca de 400.000 pessoas na Espanha podem ter glaucoma sem saber.

Archivo - Arquivo - Olho de mulher, idosa, Alzheimer
TRIOCEAN/ ISTOCK - Arquivo

A AGAF solicita o reconhecimento do glaucoma como doença neurodegenerativa para impulsionar a investigação e abrir novas vias terapêuticas MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -

Cerca de 400.000 pessoas na Espanha podem ter glaucoma sem saber, por isso os exames oftalmológicos periódicos são fundamentais, especialmente a partir dos 45 anos, de acordo com a Associação de Glaucoma para Afetados e Familiares (AGAF), por ocasião do Dia Mundial do Glaucoma, comemorado em 12 de março.

Na Espanha, estima-se que cerca de 1,1 milhão de pessoas sofrem de algum tipo dessa doença, principalmente glaucoma de ângulo aberto, mas 40% dos afetados desconhecem essa realidade porque a doença avança sem sintomas nos estágios iniciais e o diagnóstico chega quando a perda de visão já é “considerável”.

Este grupo de doenças provoca um “dano progressivo e irreversível” no nervo óptico e, atualmente, é uma das principais causas de cegueira no mundo, de acordo com a OMS. Essa doença causa uma “perda progressiva do campo visual periférico” que resulta na conhecida visão em túnel ou em cano de espingarda, o que dificulta atividades cotidianas como dirigir, ler ou se locomover com segurança.

Os tratamentos atuais, como colírios, procedimentos a laser ou intervenções cirúrgicas, permitem, em muitos casos, frear sua progressão se for detectada a tempo e se mantiver uma adesão adequada ao tratamento.

GLAUCOMA E DEFICIÊNCIA A AGAF quer destacar a importância do diagnóstico precoce e o impacto que esta doença pode ter na autonomia e qualidade de vida de quem a sofre, uma vez que mais de metade dos pacientes diagnosticados tem uma deficiência reconhecida e, em muitos casos, superior a 65%.

De fato, cerca de 379.000 pessoas diagnosticadas com glaucoma na Espanha têm algum grau de deficiência reconhecido, o que representa aproximadamente 58% dos pacientes. Destes afetados, 55,6% apresentam um grau de deficiência superior a 65%.

O presidente da AGAF, Joaquín Carratalá, explicou que o glaucoma é conhecido como “o ladrão silencioso da visão porque avança sem sintomas nas suas fases iniciais” e porque “muitas pessoas descobrem que sofrem desta doença quando já perderam parte do campo visual e esse dano é irreversível”.

A Associação de Glaucoma para Afetados e Familiares reiterou o seu pedido para que o glaucoma seja reconhecido como uma doença neurodegenerativa, uma vez que os danos causados “afetam diretamente as células nervosas da retina e o nervo óptico”. Com esse reconhecimento, eles querem impulsionar novas linhas de pesquisa centradas na regeneração das células neuronais do olho para “abrir as portas no futuro para tratamentos capazes de recuperar parte da visão perdida”.

Da mesma forma, pretendem dar maior reconhecimento a esta doença visual e às pessoas que convivem com ela, para dar a conhecer associações que possam orientá-las e acompanhá-las desde as fases iniciais. “Muitas pessoas com glaucoma só procuram apoio quando a perda de visão já é significativa, mas ter informação e acompanhamento desde o diagnóstico pode fazer uma grande diferença”, concluiu Carratalá.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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