A Esquerda vence na cidade-estado de Berlim e pode governar com o apoio de ambientalistas e socialistas
MADRI, 20 set. (EUROPA PRESS) -
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) foi novamente o mais votado nas eleições do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com 37% dos votos, enquanto que na cidade-estado de Berlim o partido “A Esquerda” foi o mais votado, com 24,5% de apoio, de acordo com a pesquisa divulgada pela emissora pública alemã ARD.
Em Berlim, “A Esquerda” dobrou seu apoio em relação às eleições de 2023 e ultrapassou a União Democrata Cristã (CDU), que até então governava em coalizão com o histórico Partido Social-Democrata Alemão (SPD), que é a quinta força política com 12%. Em terceiro lugar estariam a AfD (16%) e, em quarto, os Verdes (15%).
A CDU perdeu 8,2 pontos percentuais, enquanto o SPD recuou 6,4 pontos em relação a 2023. Os Verdes perderam 3,4 pontos e a AfD ganhou 6,9 pontos. À beira do mínimo de 5% necessário para obter representação parlamentar está a Aliança Sahra Wagenknecht (BSW, 5%). O Partido Liberal Democrático (FPD) ficou com 2,5% dos votos.
A candidata da Esquerda, Elif Eralp, relembrou uma de suas principais promessas eleitorais: moradia acessível. “A partir de hoje, vamos mudar Berlim juntos”, destacou.
Destaca-se o bom resultado da AfD em Berlim, o melhor de sua história, que coincide com um aumento na participação eleitoral, que era de 58,5% às 16h, bem acima dos 48,8% de 2023.
VITÓRIA DA AfD EM MECKLEMBURGO-POMERÂNIA OCIDENTAL
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD ganhou 20 pontos, chegando a 37%, ficando ligeiramente à frente do SPD da presidente regional, Manuela Schwesig, que obteve 35,5% dos votos, 4,1 pontos a menos do que em 2021.
Muito atrás fica a terceira força política, A Esquerda, que alcança 7,5% de apoio, 2,4 pontos a menos, enquanto os Verdes obteriam 5,5%, 0,8 pontos a menos. A CDU obtém 5,5%, 7,8 pontos a menos, e o BSW, mais uma vez, está no limite com 5%.
A AfD comemorou o “resultado sensacional” em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, nas palavras de seu colíder Tino Chrupalla, que considera que o partido tem “claramente um mandato para governar” e manifestou sua disposição de “dialogar com todos os partidos”.
Em contrapartida, o SPD ainda não reagiu a essa projeção, que, se confirmada, significaria que os social-democratas não seriam a primeira força política em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental pela primeira vez nos últimos 28 anos. A CDU, por sua vez, enfrenta o que poderiam ser os piores resultados eleitorais de sua história na região.
As eleições regionais deste domingo estão recebendo uma atenção incomum após o terremoto que representou a clara vitória do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições de Saxônia-Anhalt.
Em Berlim, 2,5 milhões de eleitores registrados elegem o parlamento da cidade-estado, enquanto em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são 1,3 milhão de pessoas convocadas às urnas.
Além disso, a votação terá um claro significado em nível nacional, com o chanceler Friedrich Merz, da CDU, sob questionamentos. A última pesquisa da Infratest para a televisão pública ARD revela que apenas 10% dos alemães confiam na situação do país e que 90% consideram negativo o desempenho do governo federal.
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