MADRID, 27 mar. (EUROPA PRESS) -
A Associação Espanhola de Medicamentos Genéricos (AESEG) exigiu que a futura Lei de Medicamentos e Produtos Sanitários incorpore medidas que garantam a viabilidade dos medicamentos genéricos na Espanha, como elemento necessário para o acesso aos tratamentos, a sustentabilidade do sistema de saúde e a manutenção da capacidade produtiva.
Isso foi destacado no encontro “Conversa”, organizado pela SER Henares e pela Rádio Madrid, que se concentrou no desenvolvimento da nova regulamentação. A AESEG lembrou que a tramitação do projeto acumula meses de atraso, o que prolonga a incerteza sobre o marco regulatório no qual o setor irá operar.
Neste fórum, a ministra da Saúde, Mónica García, assinalou que o projeto estará pronto nas próximas semanas, com o objetivo de que entre em vigor antes do fim da legislatura.
A secretária-geral da AESEG, Elena Casaus, participou de uma mesa redonda na qual destacou o papel dos medicamentos genéricos no sistema de saúde. Assim, ela destacou que eles liberam recursos que podem ser destinados à inovação, facilitam o tratamento de um número maior de pacientes e contribuem para a eficiência dos gastos públicos.
Nesse sentido, ela ressaltou que, quando são aplicadas políticas que favorecem seu uso, o impacto sobre o sistema é significativo. Entre 2010 e 2014, conforme detalhou, a despesa com receitas médicas na Espanha reduziu-se em 27%, graças a medidas que permitiram duplicar sua participação em unidades, de 20% para 40%.
Por isso, insistiu na necessidade de um marco regulatório que facilite a entrada e a permanência dos medicamentos genéricos, estabeleça regras estáveis e revise o atual sistema de preços que hoje gera muitas dificuldades para muitos desses tratamentos.
Casaus também destacou a dimensão industrial do setor, que conta com uma rede de 27 fábricas na Espanha que geram emprego e atividade econômica, além de desempenhar um papel relevante no fornecimento de medicamentos.
O encontro contou com a participação do secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, juntamente com outros representantes das áreas da saúde e industrial. O diretor-geral da Carteira Comum de Serviços do Sistema Nacional de Saúde e Farmácia, César Hernández, fez uma intervenção sobre a Estratégia da Indústria Farmacêutica.
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