MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
A Associação Espanhola de Pessoas com Alergia Alimentar e ao Látex (AEPNAA) denunciou a falta de um protocolo por parte das companhias aéreas no tratamento de passageiros com alergias alimentares e a necessidade de trabalhar para que a experiência de voo não envolva rejeição ou estresse adicional para esse tipo de passageiro.
Assim, a Associação realizou uma pesquisa da qual participaram 253 pessoas com alergias alimentares. Dessas, 70% relataram altos níveis de ansiedade ao voar.
De acordo com a AEPNAA, essa ansiedade é motivada pelo medo de entrar em contato com um alérgeno durante o voo, bem como por dúvidas sobre a limpeza das superfícies, a barreira do idioma que pode dificultar a comunicação sobre as necessidades alimentares e as consequências que podem resultar de uma reação alérgica durante o voo sem acesso a cuidados médicos.
De acordo com a pesquisa, apesar das precauções tomadas, 8% dos participantes tiveram reações alérgicas a bordo, que variaram de erupções cutâneas a problemas respiratórios graves. As reações mais comuns foram causadas por alérgenos como amendoim (a pesquisa contabilizou 5 casos), outras nozes (outros 5) e, em outros casos, a causa não pôde ser determinada.
Além disso, um total de 14 entrevistados disseram que tiveram de usar anti-histamínicos, uma medida muito comum. Oito pessoas recorreram ao uso de broncodilatadores, medicamentos que ajudam a abrir as vias aéreas. Já o uso de adrenalina, o tratamento de emergência usado em caso de anafilaxia, a reação alérgica mais grave e com risco de morte, foi necessário em 3 casos.
Além disso, 42% dos entrevistados disseram que foram afetados por um tratamento não profissional ou insensível por parte da equipe da companhia aérea, em comparação com 21% que disseram que a tripulação estava ativamente envolvida em acomodar a condição da pessoa com alergia alimentar.
Portanto, a Associação pede que as companhias aéreas adotem políticas "claras e acessíveis" para acompanhar o passageiro alérgico durante todo o processo de voo, "incluindo a compra de passagens, o embarque e a experiência durante o voo". Além de "envolver a equipe de terra e a tripulação na criação do ambiente seguro de que as pessoas alérgicas precisam", conclui a Associação.
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