FATCAMERA/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -
A Associação Espanhola de Pediatria de Atenção Primária (AEPap) defendeu a pediatria de Atenção Primária como um direito de todas as famílias, que não deve depender do nível de renda ou do local de residência.
No entanto, na Espanha, nenhuma Comunidade Autônoma garante 100% que as crianças sejam atendidas nos centros de saúde por esses profissionais, denunciam no âmbito do Dia Internacional das Famílias, comemorado em 15 de maio.
"Todas as famílias deveriam ter o direito de contar com um pediatra de Atenção Primária em seu centro de saúde. É o profissional mais qualificado em saúde infantil e adolescente, e aquele que pode oferecer a melhor assistência a todos. Reconhecer isso é essencial para tornar efetivo o direito das crianças de 'crescer e se desenvolver com boa saúde'", afirma Pedro Gorrotxategi, presidente da Associação Espanhola de Pediatria de Atenção Primária (AEPap).
Por isso, a AEPap adere ao lema escolhido este ano pelas Nações Unidas: ‘As famílias, as desigualdades e o bem-estar infantil’. O tema deste ano destaca como o aumento das desigualdades molda a vida familiar e influencia o futuro das crianças. Diante dessa ameaça, a ONU defende um maior investimento em políticas voltadas para a família, a fim de reduzir as disparidades e apoiar “um desenvolvimento saudável das crianças”.
“As famílias com filhos e filhas menores a cargo confiam, em sua maioria, nos pediatras da Atenção Primária e preferem que seus filhos e filhas sejam atendidos por esses profissionais quando precisam ir aos centros de saúde”, explica o Dr. Gorrotxategi.
“Isso ficou demonstrado em 2018, quando as sociedades de Pediatria da Atenção Primária recolheram mais de 215.000 assinaturas em centros de saúde em defesa do modelo pediátrico de Atenção Primária, e isso fica evidente sempre que algum município ou bairro fica sem pediatras no centro de saúde, algo que afetou, em maior ou menor grau, todas as comunidades autônomas", acrescenta.
Como alerta a Organização das Nações Unidas, um dos principais riscos para o bem-estar infantil são as desigualdades que afetam as famílias. Nesse sentido, a AEPap considera que somente se for estabelecido que todas as famílias com crianças têm direito a ser atendidas por profissionais especializados em saúde infantil será possível combater esse risco.
"(...) Quando a assistência pediátrica no primeiro nível de atendimento não está garantida, apenas as famílias com mais recursos econômicos levam seus filhos e filhas a consultórios particulares de pediatria de Atenção Primária, como ocorre em países com outros modelos de assistência à saúde, e os filhos de famílias com menor poder aquisitivo, ou aqueles que não têm esses recursos por perto, como os que vivem em áreas rurais, não têm acesso”, ressalta o presidente da AEPap.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático