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MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) avaliou, durante o ano de 2025, cerca de 1.957 casos relacionados a produtos cosméticos, dos quais 69 exigiram a adoção de medidas como a suspensão da comercialização, a retirada do mercado ou a recolha dos produtos.
Embora o número de casos avaliados tenha aumentado em relação a 2024, a proporção daqueles que exigiram medidas corretivas é significativamente menor, o que sugere uma menor incidência de incumprimentos.
É o que indica o Relatório Anual de Controle do Mercado de Produtos Cosméticos de 2025 elaborado pela AEMPS, que reúne as principais ações desenvolvidas durante o último exercício para verificar se os cosméticos comercializados na Espanha cumprem os requisitos de segurança estabelecidos na regulamentação.
As ações de controle concentraram-se nos produtos com maior risco potencial para a saúde ou com histórico de não conformidade. Entre as principais não conformidades detectadas figuram problemas de contaminação microbiológica, a presença de ingredientes proibidos ou restritos, deficiências na documentação de segurança e erros na rotulagem.
A AEMPS destaca que manteve, além disso, uma estreita colaboração com as comunidades autônomas, as autoridades europeias e outros organismos nacionais e internacionais para coordenar as ações de vigilância e controle.
Uma das áreas de atuação mais destacadas foi a participação em uma ação coordenada em escala europeia sobre produtos adquiridos por meio de plataformas de comércio eletrônico e enviados de países terceiros. Nessa iniciativa, foram inspecionados mais de 5.700 cosméticos e detectadas irregularidades relacionadas principalmente a deficiências na rotulagem, ausência de informações obrigatórias ou presença de ingredientes não autorizados.
Além disso, em 2025, a Agência publicou 12 notas informativas de segurança sobre produtos que representavam um risco à saúde, atendeu cerca de 900 consultas de consumidores, profissionais e empresas, e lançou um novo site dedicado ao controle do mercado de produtos cosméticos com o objetivo de reforçar a transparência e facilitar o acesso à informação. Essas ações complementam os trabalhos de vigilância desenvolvidos pela AEMPS, especialmente em áreas como o comércio eletrônico e os produtos provenientes de países terceiros.
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