Publicado 17/06/2026 11:50

A AECOC considera a substituição do selo de segurança dos medicamentos por um sistema digital um “grande avanço”

O CGCOF aplaude o Decreto Real que eliminará o selo de lacre dos medicamentos e permitirá dedicar mais tempo “aos cuidados”
CGCOF

MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -

A Associação de Empresas de Fabricantes e Distribuidores (AECOC) avaliou positivamente a decisão do governo de promover a substituição gradual do tradicional selo de controle por um sistema digital baseado no identificador único de cada medicamento, uma medida que considera um “grande avanço” na digitalização da prestação farmacêutica.

Para a associação, a decisão permitirá simplificar os processos administrativos, melhorar o intercâmbio de informações entre os diversos agentes do setor e reforçar a rastreabilidade dos medicamentos ao longo de toda a cadeia de saúde.

Além disso, acredita que a verificação por meio de identificadores únicos permite reforçar as garantias contra possíveis falsificações e melhorar a gestão da prestação farmacêutica financiada pelo Sistema Nacional de Saúde.

Nesse contexto, ela destaca que a substituição progressiva do selo de lacre por sistemas digitais de identificação permitirá simplificar inúmeros processos administrativos associados à dispensação de medicamentos financiados pelo Sistema Nacional de Saúde. “A automação dessas tarefas contribuirá para reduzir a gestão documental, agilizar a troca de informações entre os diversos agentes do setor e melhorar a eficiência dos processos de controle e verificação”, acrescenta.

Além disso, indica que a digitalização da prestação farmacêutica pode gerar “economias significativas” para as administrações de saúde e as farmácias. Nesse sentido, sustenta que algumas experiências já desenvolvidas na Espanha apontam para uma redução significativa dos custos associados ao consumo de papel, ao armazenamento de documentos e à gestão administrativa.

“No caso das farmácias, diversas estimativas setoriais apontam para uma economia potencial de cerca de 4,7 milhões de euros por ano, graças à eliminação de tarefas manuais relacionadas ao processamento do selo de controle”, acrescenta.

PADRÕES GS1

A AECOC destaca que a transição para um modelo mais digital também reforça o papel dos padrões de identificação utilizados pelo setor de saúde. Nesse sentido, destaca que o identificador único incorporado nas embalagens, representado pelo padrão GS1 DataMatrix, está destinado a substituir progressivamente as funções associadas ao selo de segurança, facilitando a verificação dos medicamentos e melhorando sua rastreabilidade ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

“A reforma representa um passo à frente na digitalização dos medicamentos e na criação de processos mais eficientes para todos os agentes da cadeia de saúde. A adoção de padrões globais permite compartilhar informações de forma mais ágil e segura, reduzir custos operacionais e melhorar a rastreabilidade dos produtos, com benefícios diretos para as administrações, profissionais de saúde e pacientes”, concluiu o responsável pelo setor de Saúde da AECOC, Óscar Castroviejo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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