Publicado 04/06/2026 13:30

A AECC lembra que o bronzeamento não é uma prática segura e alerta para os riscos da exposição solar sem proteção

Archivo - Arquivo - Imagem de uma pessoa com queimaduras solares.
JOEL CARILLET - Arquivo

MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola contra o Câncer (AECC) alertou que o bronzeamento não é uma prática segura, pois é um sinal de alerta da pele associado à exposição excessiva e desprotegida ao sol.

“Provocada pela incidência das radiações UVB na camada mais externa da pele, a estimulação da melanina é a responsável pela cor mais escura da pele, que é interpretada como irritação ou eritema solar”, explicou a Associação.

Ao mesmo tempo, a AECC indicou que esse tipo de radiação é o que mais contribui para o câncer de pele (melanoma ou não), uma vez que altera e provoca mutações nas células, acelerando sua multiplicação. “Apesar dos diferentes formatos e produtos, não existe um bronzeamento seguro, e o menos recomendado é o das camas de bronzeamento artificial, cancerígenas em todas as suas formas”, ressalta.

Com a chegada do verão, a Associação publicou uma série de esclarecimentos para desmascarar as ‘fake news’ relacionadas à exposição ao sol e ao bronzeamento.

Segundo explica, nas redes sociais “abundam informações falsas, boatos e teorias” que se espalham mais rápido do que as evidências e interferem na promoção da saúde e na tentativa das instituições de saúde de disponibilizar ao público em geral o conhecimento sobre hábitos saudáveis para prevenir e minimizar os riscos.

“Podemos prevenir até 50% dos diagnósticos oncológicos, e o de pele é um dos mais fáceis de evitar”, destacou Adriana Fonte, médica do departamento de Prevenção da Associação Espanhola Contra o Câncer, em Madri.

Para a especialista, “o melhor é se proteger o ano todo, sem exceções”. Essa proteção é urgente, já que os números do câncer de pele, alerta a médica, “aumentaram 40% nos últimos quatro anos”.

A EXPOSIÇÃO DIRETA AO SOL NÃO É BENÉFICA

A AECC indicou que não há evidência científica que respalde determinadas práticas divulgadas nas redes sociais sobre a exposição direta ao sol, nem na medicina tradicional oriental nem na ocidental.

A entidade alertou que a exposição excessiva à radiação solar causa danos no DNA celular, o que aumenta o risco de câncer de pele e enfraquece os mecanismos de defesa da pele.

Além disso, ela destacou que a radiação solar pode afetar a síntese da vitamina D e seus receptores na pele, o que pode reduzir a capacidade do organismo de utilizá-la corretamente. Nesse sentido, ela ressaltou que o uso de proteção solar não impede a produção da vitamina.

A AECC destacou que, em termos de risco-benefício, é preferível prevenir o câncer de pele por meio de uma proteção solar adequada e que, em caso de deficiência de vitamina D, esta pode ser suplementada de forma segura.

Por outro lado, a Associação destacou que a proteção solar deve ser mantida durante todo o ano, em todos os locais, da mesma forma que se mantém qualquer outro hábito saudável. Assim, explicou que as nuvens deixam passar 80% da radiação e que a neve, assim como a água e a areia, refletem e dispersam a radiação, ou seja, podem causar queimaduras da mesma forma.

“O dano à pele é cumulativo, afeta o DNA celular e contribui para o fotoenvelhecimento progressivo; por isso costuma-se dizer que a pele tem memória”, afirmou.

Além disso, indicou que as peles escuras e negras requerem proteção solar, pois, apesar de serem mais resistentes, também podem sofrer de câncer de pele. “Essas peles são as mais resistentes aos danos causados pelo sol, mas a incidência de câncer de pele está aumentando e, nesse caso, às vezes com pior prognóstico, pois são detectados tardiamente. A proteção solar deve ser um hábito generalizado, sem exceções”, explicou.

FORMAR JOVENS PARA PROMOVER HÁBITOS SAUDÁVEIS

Nesse contexto, a Associação Espanhola Contra o Câncer está realizando um programa de Formação de Agentes de Mudança voltado para capacitar jovens e líderes comunitários a promover hábitos saudáveis e sensibilizar sobre a prevenção do câncer de pele ou melanoma a partir de seu próprio ambiente.

Segundo a Associação, a formação aborda os diferentes tipos de proteção solar e sua importância para reduzir o risco de desenvolver câncer de pele ou melanoma, especialmente entre crianças e adolescentes, que são os que apresentam maior risco de lesões que, em fases posteriores, podem se transformar em câncer, e entre grupos profissionalmente expostos.

“Buscamos criar uma rede de agentes capazes de sensibilizar, gerar consciência e promover ambientes mais saudáveis, transformando-os em líderes em seus espaços habituais, sociais e digitais”, indica Cecilia Díaz-Estébanez, técnica de prevenção da Associação.

“Procuramos não apenas aumentar o conhecimento sobre a prevenção do câncer de pele ou do melanoma”, ressalta ela, “mas também promover mudanças reais nos hábitos cotidianos e fomentar uma cultura de cuidado e proteção da saúde.”

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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