Publicado 25/09/2025 08:21

AECAT pede acesso igualitário ao tratamento personalizado na abordagem do câncer de tireoide

Imagem do pôster da AECAT.
AECAT

MADRID 25 set. (EUROPA PRESS) -

A Associação Espanhola de Câncer de Tireoide (AECAT) pediu igualdade de acesso ao tratamento personalizado e à inovação farmacológica na abordagem do câncer de tireoide.

Também pediu a implementação homogênea de técnicas de análise genética (NGS) no Sistema Nacional de Saúde (SNS), a fim de garantir a igualdade de acesso à medicina de precisão "como uma ferramenta fundamental para identificar mutações específicas (RET, NTRK, BRAF) e selecionar o tratamento mais eficaz".

Essa foi a opinião da Associação durante uma conferência realizada no CaixaForum Madrid, como parte de sua campanha de conscientização "Meu câncer de tireoide, minha história", por ocasião do Dia Nacional do Câncer de Tireoide, comemorado em 28 de setembro.

A AECAT também destaca que a medicina de precisão personalizada representa um grande avanço na área da saúde e favorece intervenções médicas preventivas, diagnósticas e terapêuticas mais eficazes e seguras, adaptadas às características dos pacientes.

Além disso, a associação destaca que ela não só evita custos desnecessários que contribuem para a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde, como também "oferece aos pacientes uma alternativa terapêutica personalizada que evita falhas terapêuticas, efeitos colaterais desnecessários e reduz o tempo de acesso ao tratamento correto".

"Embora o câncer de tireoide tenha uma das maiores taxas de sobrevivência em oncologia, cada paciente segue um caminho diferente e merece ser ouvido na hora de tomar decisões médicas". Portanto, Sáez enfatiza que "não há dois cânceres de tireoide iguais porque não há dois pacientes iguais. A verdadeira personalização da medicina começa com a escuta ativa do paciente e o reconhecimento de suas necessidades individuais", disse a presidente da AECAT, Arantxa Sáez.

Os pacientes também exigem ter o máximo de informação possível no momento do tratamento, conhecer todas as opções terapêuticas, tanto farmacológicas quanto não farmacológicas, ser acompanhados por médicos durante todo o tratamento e ter apoio psicológico especializado para pacientes com câncer. Além disso, elas exigem saber como administrar e controlar corretamente a terapia de reposição hormonal após a cirurgia, pois a qualidade de vida após a sobrevivência depende em grande parte de tudo isso.

A AECAT agrupa e representa pessoas com câncer de tireoide na Espanha, uma doença rara com cerca de 6.000 novos casos por ano. Além disso, o câncer de tireoide é o quinto tipo de câncer mais prevalente, com 5,9% dos casos, depois do câncer de mama, colorretal, próstata e pulmão, de acordo com o relatório "Las cifras del cáncer en España 2025" (Números do câncer na Espanha 2025), produzido pela Sociedade Espanhola de Oncologia Médica (SEOM).

CUIDADOS ABRANGENTES NA ABORDAGEM

De acordo com a Associação, a maioria dos cânceres de tireoide não manifesta nenhum sintoma e 95% são geralmente benignos. Além disso, o câncer de tireoide tem uma alta taxa de sobrevivência (aproximadamente 90%), e é por isso que a AECAT acredita que é importante abordar a doença com uma visão que vai além da sobrevivência e prioriza a qualidade de vida, além da cura.

Por outro lado, ela ressalta que os pacientes que sofrem da doença não estão isentos do fato de que a doença tem impacto em suas vidas e deixa cicatrizes físicas, emocionais e também sociais. Por essa razão, também insistem que o câncer de tireoide deve ser acompanhado endocrinologicamente não apenas como um "câncer de bom prognóstico", mas também como uma doença com sequelas duradouras (hipotireoidismo, hipoparatireoidismo etc.) que requerem cuidados abrangentes. Assim, enfatizam que é necessário avançar nos aspectos assistenciais, clínicos e sociais que permitam aos pacientes viver plenamente após vencer a doença.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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