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MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
A Rede de Atenção à Dependência, UNAD, convocou a sociedade e as autoridades públicas a defender e fortalecer as políticas públicas de atenção à dependência, de modo a garantir uma atenção de qualidade em todos os territórios, inclusive nas zonas rurais, e o acesso universal a todas as pessoas, sem discriminação por idade, gênero, classe social, origem, orientação sexual ou estado de saúde.
Coincidindo com o Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, que é comemorado nesta quinta-feira, ele considera que é essencial promover uma coordenação real entre as administrações públicas para garantir um atendimento abrangente, eficaz e sem barreiras.
O manifesto também inclui a necessidade de envolver as pessoas que vivem com vícios e a sociedade civil organizada na elaboração e implementação de políticas sobre drogas, e de continuar a avançar em abordagens baseadas em direitos humanos e justiça social, que reconheçam a dignidade e a diversidade dessas pessoas.
A UNAD insiste que "os vícios não são um problema individual, mas estão ligados a causas sociais e estruturais". Por esse motivo, argumenta que as políticas sobre drogas devem ser abrangentes e acompanhadas de políticas sociais amplas, dotadas de recursos e de uma firme vontade e compromisso políticos.
A UNAD, composta por 210 organizações sociais de toda a Espanha, publicou um manifesto nesse dia sob o lema "Por políticas de drogas baseadas em direitos", no qual insiste que os vícios não devem ser invisibilizados ou limitados exclusivamente à esfera da saúde ou da saúde mental, pois "é um fenômeno complexo e multifatorial que requer atenção integral: social, de saúde, jurídica, educacional, entre outras".
A organização, que comemora seu 40º aniversário este ano, enfatiza que as pessoas com vícios devem ser acompanhadas, não punidas, e que a criminalização só aprofunda a exclusão social, dificultando o acesso a direitos fundamentais como saúde, moradia, emprego ou educação. Nesse sentido, ela rejeita abordagens punitivas que perpetuam o estigma e a discriminação.
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