MADRID 17 mar. (Portaltic/EP) -
As pequenas e médias empresas (PMEs) espanholas estão adotando o “smart outsourcing”, a digitalização e ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) para lidar com a crescente pressão operacional e reforçar sua competitividade a longo prazo.
A terceirização tornou-se um pilar das operações das PMEs na Espanha, onde 40% terceirizam serviços jurídicos, 36% a folha de pagamento e 26% a contabilidade, conforme consta no primeiro relatório “Future Ready Business”, da Wolters Kluwer Tax & Accounting.
“A terceirização inteligente ajuda os líderes das PMEs a otimizar suas operações e a acessar conhecimentos mais especializados. Ao delegar tarefas que exigem um alto nível de conformidade regulatória, as PMEs podem concentrar seu tempo e investimento no crescimento, nos clientes e na inovação”, explicou o vice-presidente executivo e diretor geral da Wolters Kluwer Tax & Accounting Europe, Bas Kniphorst.
As PMEs espanholas dependem em grande medida de consultores fiscais, contábeis e trabalhistas de confiança para gerenciar a complexidade operacional e normativa, com os quais mantêm relações sólidas: 81% das PMEs declaram alta lealdade aos seus consultores, um dos níveis mais altos da Europa.
Por outro lado, as pequenas e médias empresas espanholas ocupam o primeiro lugar na Europa em termos de pressão para digitalizar e automatizar os processos empresariais, o que, para 25%, se apresenta como um dos principais desafios para o próximo ano, à frente da Bélgica, Alemanha, Reino Unido e Suécia.
Embora apenas 22% das PMEs espanholas operem com tecnologia totalmente baseada na nuvem, a maioria (59%) o faz em ambientes híbridos. As PMEs estão priorizando investimentos digitais com impacto operacional imediato, como a coleta de documentos digitais (45%) e a adoção ou expansão de ferramentas baseadas na nuvem (40%).
Cerca de três em cada quatro (76%) PMEs espanholas utilizam ferramentas de IA semanalmente ou diariamente, o que coloca a Espanha entre os países europeus mais ativos em sua adoção, de acordo com os dados do relatório. Olhando para o futuro, mais da metade (55%) planeja ampliar as ferramentas baseadas em IA nos próximos doze meses, e 80% esperam aumentar o investimento em IA nos próximos três anos, principalmente devido aos ganhos em eficiência e produtividade.
À medida que a adoção digital se acelera, a segurança cibernética se torna uma questão cada vez mais importante. Mais da metade (54%) das PMEs espanholas melhorou suas medidas de segurança cibernética e privacidade de dados nos últimos três anos. No entanto, o estudo também revela que quase um terço (29%) não tem planos de melhorar sua segurança cibernética, a proporção mais alta entre os mercados europeus pesquisados.
A PRESSÃO ECONÔMICA PERSISTE
O relatório também destaca os desafios enfrentados pelas PMEs espanholas, em um contexto em que o aumento dos custos, a inflação e a incerteza macroeconômica condicionam as decisões diárias e os planos de investimento de longo prazo.
40% citam as condições econômicas como seu principal desafio, enquanto 23% apontam problemas de liquidez. O talento é outra das preocupações citadas pelas PMEs espanholas, e cerca de um quarto (26%) delas aponta dificuldades para atrair e reter funcionários qualificados.
Apesar dessas dificuldades, as PMEs espanholas se destacam por sua resiliência. 81% se mostram otimistas em relação ao futuro de seus negócios, apoiadas por um conhecimento relativamente sólido da regulamentação.
Embora apenas 36% se sintam totalmente preparadas para responder às mudanças regulatórias, cerca de metade se considera informada, o que coloca a Espanha entre os três primeiros países europeus em termos de preparação regulatória, atrás da Bélgica e da Alemanha.
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