MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
Os Centros Tecnológicos integrados na Federação Espanhola de Centros Tecnológicos (Fedit) geram um impacto econômico total de 7,702 bilhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha, 127.371 empregos equivalentes a tempo integral e 3,947 bilhões de euros em receitas públicas, de acordo com o estudo apresentado nesta segunda-feira e elaborado por ocasião do 30º aniversário da organização.
A pesquisa, elaborada pelo Instituto Valenciano de Investigações Econômicas (Ivie), baseou-se na base de dados de colaboradores da Fedit e na da SABI (Bureau van Dijk), que fornece microdados das contas anuais das empresas espanholas que depositam suas contas no Registro Mercantil, além de outras informações empresariais relevantes.
Além disso, o Ivie realizou um trabalho de campo por meio de um questionário autoaplicável enviado pelos Centros Tecnológicos Fedit aos seus colaboradores nos meses de junho a setembro de 2025. Com tudo isso, concluiu-se que as despesas operacionais e de investimento dos centros atingiram 765,5 milhões de euros em 2024 e geraram 1.079 milhões de euros de PIB e 19.289 empregos.
Além disso, o aumento das vendas atribuíveis à colaboração tecnológica ascende a 6.414 milhões de euros, com um impacto total de 6.623 milhões de euros no PIB e 108.082 empregos. “No conjunto, o efeito agregado é contundente: por cada euro investido em Centros Tecnológicos são gerados 11 euros de PIB; por cada milhão de euros de gasto são criados 181 empregos”, destacou o relatório.
Por outro lado, o Ivie analisou no estudo a experiência de uma amostra representativa de empresas clientes e a comparou com empresas que não trabalham com Centros Tecnológicos. Nesse sentido, o texto detalhou que 85% das empresas afirmam ter alcançado os objetivos previstos durante a colaboração e 73,5% a repetiriam. Da mesma forma, a grande maioria (93,5%) destaca a qualidade do relacionamento profissional com os Centros.
Em linhas gerais, as empresas atribuem a essa cooperação um aumento médio de 2% nas vendas e de 0,8 pontos na rentabilidade. “Em média, as empresas que colaboram com Centros Tecnológicos são mais produtivas, mais solventes, menos endividadas e de maior porte do que aquelas que não o fazem”, destacou o estudo.
Para a Fedit, a pesquisa “e as evidências internacionais” confirmam que as empresas que trabalham com Centros Tecnológicos obtêm “vantagens diferenciais” em relação às que não colaboram. “Os Centros Tecnológicos se destacam por sua orientação direta para os resultados empresariais, sua capacidade de reduzir riscos, acelerar o time-to-market e atuar como uma extensão do departamento de P&D da empresa, especialmente no caso das PMEs”, destaca.
Por sua vez, a presidente da Fedit, Laura Olcina, destacou que os Centros Tecnológicos devem ser reconhecidos e reforçados como “infraestrutura estratégica” se a Espanha “quiser avançar na reindustrialização, autonomia tecnológica e produtividade”. “O estudo do Ivie fornece uma base empírica sólida para posicionar os Centros Tecnológicos como atores-chave da inovação aplicada, do emprego de qualidade e do crescimento econômico sustentável”, destacou.
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