MADRID 27 ago. (EUROPA PRESS) -
As farmácias consideram que a gestão adequada dos pedidos, a entrega dos produtos em boas condições e condições comerciais competitivas são os aspectos que mais influenciam a qualidade de seu relacionamento com os laboratórios farmacêuticos, conforme reflete a última edição do AECOC Benchmarking Farma.
Nesta edição, o estudo — que analisa a percepção das farmácias sobre o nível de serviço e o relacionamento comercial com seus fornecedores — contou com a participação de 601 farmácias, seis atacadistas líderes e 42 laboratórios farmacêuticos.
Os resultados mostram que as farmácias consideram a qualidade do serviço um dos fatores que mais condicionam seu relacionamento com os laboratórios. A principal exigência é minimizar os erros entre o pedido solicitado e o recebido, seguida pela necessidade de receber os produtos em perfeito estado e de contar com um processo de gerenciamento de pedidos ágil e simples. Além disso, as farmácias consideram prioritário que o processamento de devoluções e reembolsos seja realizado de forma rápida e eficaz.
“O estudo confirma que as farmácias valorizam cada vez mais o nível de serviço que recebem dos laboratórios. Além do produto, aspectos como a facilidade e a confiabilidade na gestão de pedidos, o cumprimento das entregas ou a rapidez na resolução de incidências têm um peso crescente na relação entre ambas as partes”, destaca Óscar Castroviejo, responsável pelo setor de Saúde da AECOC.
No âmbito comercial, as farmácias colocam entre suas prioridades a competitividade das condições oferecidas pelos laboratórios, tanto em medicamentos quanto em produtos de autocuidado. Aspectos como descontos, pedidos mínimos ou condições de fornecimento continuam sendo determinantes na avaliação que fazem de seus fornecedores.
O Benchmarking Farma também revela que as farmácias exigem maior capacidade de adaptação por parte da indústria e identificam como pontos a serem melhorados no setor o número de amostras fornecidas e os treinamentos realizados pelos laboratórios.
A possibilidade de ajustar as propostas comerciais às características de cada estabelecimento — em função de seu tamanho, localização ou perfil de clientes — figura entre os aspectos mais valorizados pelas farmácias, que reivindicam um relacionamento mais personalizado e alinhado às suas necessidades.
AS FARMÁCIAS SOLICITAM PRAZOS DE VALIDADE MAIS LONGOS E HOMOGÊNEOS
O prazo de validade com que os produtos chegam às farmácias é outro dos aspectos que o estudo analisa no que diz respeito à relação com a indústria. Embora 31% das farmácias considerem que o prazo de validade dos produtos é bom ou suficientemente bom, uma porcentagem significativa identifica aspectos passíveis de melhoria.
Especificamente, 22% consideram que o prazo de validade restante é muito curto, 15% percebem uma grande variação entre produtos ou fornecedores e 5% afirmam que os prazos de validade estão cada vez mais reduzidos.
A sustentabilidade continua se consolidando como um critério presente na relação entre as farmácias e seus fornecedores. De acordo com o relatório, 41,3% das farmácias afirmam levar esse aspecto em consideração ao selecionar laboratórios e atacadistas, uma porcentagem praticamente estável em relação à edição anterior.
A digitalização, por sua vez, avança gradualmente. 81% das farmácias não comercializam seus produtos por meio de canais on-line, enquanto cerca de duas em cada dez utilizam esse canal, uma proporção que praticamente não varia em relação ao ano passado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático