Publicado 15/04/2026 14:16

De acordo com um estudo, as estrelas jovens diminuem sua emissão de raios X mais rapidamente do que se pensava

Ilustração de uma jovem estrela semelhante ao Sol que corrói parte da atmosfera de um planeta em órbita.
NASA/SAO/CXC/M. WEISS

MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

As estrelas jovens semelhantes ao Sol estão se acalmando e diminuindo sua emissão de raios X mais rapidamente do que se acreditava, de acordo com um novo estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) realizado com o Observatório de Raios X Chandra da NASA, conforme informou nesta quarta-feira a agência espacial norte-americana. O artigo que descreve os resultados foi publicado nesta segunda-feira na revista The Astrophysical Journal.

“Em média, estrelas de três milhões de anos com massa igual à do Sol produzem aproximadamente mil vezes mais raios X do que o Sol atual. Enquanto isso, as estrelas com massa solar de 100 milhões de anos são cerca de 40 vezes mais brilhantes em raios X do que o Sol atual”, explica a NASA.

Para chegar a essa conclusão, os astrônomos estudaram oito aglomerados estelares com idades entre 45 e 750 milhões de anos. Dessa forma, descobriram que as estrelas semelhantes ao Sol nesses aglomerados emitiam apenas entre um quarto e um terço dos raios X esperados. “As estrelas mais antigas e de rotação mais lenta costumam ser menos brilhantes em raios X, mas a equipe descobriu que a emissão de raios X diminui aproximadamente 15 vezes mais rápido do que prevê a relação derivada durante essa fase adolescente específica”, indica.

De acordo com o pesquisador Konstantin Getman, autor principal do novo estudo, isso se deve ao fato de que sua geração interna de campos magnéticos se torna “menos eficiente”. Embora os cientistas ainda estejam investigando a causa dessa atividade mais lenta do que o esperado, eles acreditam que essa perda de eficiência faria com que as estrelas enfraquecessem mais rapidamente em raios X à medida que envelhecem.

Por sua vez, a NASA acrescenta que essa calmaria poderia ser benéfica para a formação de vida em planetas que orbitam estrelas mais jovens que o Sol, pois grandes quantidades de raios X podem erodir a atmosfera de um planeta e impedir a formação das moléculas necessárias para a vida orgânica tal como a conhecemos.

“Somando a diminuição da energia dos raios X e o desaparecimento de partículas energéticas, as estrelas do tamanho do Sol parecem ser mais propícias a abrigar planetas com atmosferas robustas e, possivelmente, vida florescente, do que se acreditava anteriormente”, resume a agência espacial norte-americana.

Para medir a emissão de raios X das estrelas, a equipe científica realizou novas observações com o Chandra de cinco aglomerados com idades entre 45 e 100 milhões de anos. Além disso, utilizaram dados do Chandra e do ROSAT de arquivos para estudar três aglomerados mais antigos, com idades entre 220 e 750 milhões de anos.

Da mesma forma, utilizaram dados do satélite Gaia da ESA (Agência Espacial Europeia) e dados de raios X da missão ROSAT (ROentgen SATellite), que lhes permitiram identificar as estrelas que faziam parte dos aglomerados (excluindo as estrelas em primeiro plano ou em segundo plano).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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