MADRID 16 jan. (Portaltic/EP) - A Micron Technology é um dos fabricantes de memória que decidiu apostar na demanda por inteligência artificial, uma decisão que não parece ter agradado aos consumidores, mas que se justifica pelos problemas decorrentes da fabricação de DRAM em diferentes densidades.
A Micron encerrou 2025 anunciando o fim da marca de consumo Crucial, focada em memórias para computadores, com o objetivo de dedicar seus recursos à fabricação de memórias para centros de dados. A mudança tem sua razão na inteligência artificial. Precisamente, o setor tecnológico está passando por uma escassez de memórias RAM que afeta principalmente o consumo e que obrigará a aumentar os preços dos produtos, como já anteciparam alguns fabricantes.
“O que está acontecendo agora é que os centros de dados estão se expandindo, e o TAM [mercado total endereçável] do negócio empresarial ou de centros de dados está crescendo: antes era de 30%, depois de 35%, depois de 40% e agora de 50% a 60%. O mercado geral requer mais bits do que antes. E toda a indústria tem escassez deles”, explicou o vice-presidente de Marketing da Unidade de Negócios Móveis e Clientes da Micron, Christopher Moore.
Isso levou fabricantes como a Micron a decidirem priorizar a demanda da IA em detrimento do consumo, algo que ele acredita que “as pessoas devem entender”, como Moore apontou ao meio especializado WCCFTECH. Mas ele também destacou que, embora tenha abandonado a Crucial, não deixou de lado o segmento de consumo. Ele garante que continuam com seu negócio como fornecedores de módulos DRAM para fabricantes de equipamentos originais (EOM), como Dell ou Asus, com os quais ainda controlam uma parte importante da cadeia de suprimentos. De qualquer forma, segundo Moore, o problema não está tanto na quantidade de DRAM fabricada, mas na variedade de densidades desses módulos.
Isso se deve ao fato de que a produção de diferentes densidades (por exemplo, 8 GB, 12 GB e 16 GB) exige que as máquinas alternem entre elas e, para fazer a mudança, elas devem primeiro parar antes de iniciar a nova série, o que significa que a produção é reduzida.
“Estamos trabalhando com eles [os OEMs] para tentar estabilizar nossa demanda ao máximo, para que possamos estabilizar nossa oferta ao máximo e maximizar a produção”, disse Moore.
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