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MADRID 30 mar. (Portaltic/EP) -
De acordo com um relatório da Kaspersky, 80% dos usuários espanhóis armazenam dados confidenciais, como documentos de identidade, informações financeiras ou dados de saúde, em formato digital.
A empresa de tecnologia analisou como os usuários armazenam suas informações pessoais por ocasião do “Dia Mundial do Backup”, comemorado nesta terça-feira, 31 de março, como forma de conscientizar sobre a importância da segurança dos dados.
De acordo com a análise, realizada pelo Centro de Estudos de Mercado da Kaspersky, 80% dos usuários espanhóis armazenam dados confidenciais em formato digital, uma porcentagem que aumenta entre os usuários de 18 a 34 anos em nível global (90%), o que reflete o nível de digitalização dos mais jovens.
No caso da Espanha, 60% dos usuários optam por armazenar seus arquivos em computadores ou discos rígidos externos, 44% utilizam serviços em nuvem e 13% confiam seus dados a serviços digitais governamentais.
Por outro lado, apenas 18% dos espanhóis confiam exclusivamente no formato físico. Especificamente, cerca de 30% dos usuários com mais de 55 anos optaram por ele para guardar suas informações.
Esses dados refletem uma lacuna geracional na forma de gerenciar informações pessoais, com os usuários mais velhos mais inclinados a formatos físicos, em comparação com as gerações mais jovens, que priorizam o ambiente digital.
RISCOS DE SEGURANÇA
Os usuários optam pelo formato eletrônico em maior medida, alegando que os suportes físicos, como discos rígidos, podem se perder ou ser danificados. No entanto, embora sejam mais acessíveis, os serviços em nuvem podem ser vulneráveis a acessos não autorizados.
Diante dessas vulnerabilidades, a Kaspersky recomendou, em primeiro lugar, desenvolver uma estratégia de backup, como uma rotina de cópias de segurança, especialmente para informações confidenciais ou difíceis de recuperar.
Por exemplo, com a estratégia 3-2-1, deve-se manter pelo menos três cópias dos dados importantes, armazená-las em dois tipos diferentes de suporte e ter pelo menos uma cópia fora do dispositivo principal. Os dados mais confidenciais, como senhas, documentos de identidade ou informações financeiras, exigem proteção adicional.
Por outro lado, a empresa sugeriu proteger os dados armazenados por meio da autenticação multifatorial (MFA) ou utilizar tecnologias como as chaves de acesso (“passkeys”), que podem ser guardadas com um gerenciador de senhas.
Por fim, recomendou ativar a automação dos backups em serviços como o iCloud em dispositivos Apple ou o Google Drive e o OneDrive em sistemas Android e Windows, respectivamente, além de verificar periodicamente se eles estão funcionando corretamente.
“A melhor estratégia é tratar os backups como mais um processo: priorizar os arquivos de acordo com sua importância e automatizar as cópias dos dados críticos. Dessa forma, protege-se as informações realmente importantes sem adicionar complexidade desnecessária”, destacou a vice-presidente de Consumo da Kaspersky, Marina Titova.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático