ÁLEX CÁMARA / EUROPA PRESS
Desde abrir garrafas até decorações de Natal ou fogos de artifício, esses são os traumatismos mais frequentes.
MADRID, 22 dez. (EUROPA PRESS) -
A chegada do Natal traz consigo celebrações, reuniões familiares e um aumento nas atividades de decoração e bricolagem, o que também aumenta o risco de sofrer algum tipo de lesão ocular. E o fato é que
De acordo com um relatório da Sociedade Espanhola de Oftalmologia (SEO), os acidentes oculares aumentam entre 20 e 30% durante as festas de Natal. Por esse motivo, o Instituto de Oftalmologia Fernández-Vega alerta para algumas situações em que é necessário ser mais cauteloso para evitar complicações oculares graves.
"As lesões oculares traumáticas são um tipo de lesão que, muitas vezes, pode ser evitada se você estiver mais consciente dos riscos e tomar as medidas adequadas. Os casos mais frequentes são causados por marteladas, esse tipo de lesão é mais comum em homens (97%) com idade média de 30 anos que não usam proteção ocular ao realizar essas atividades. Esses ferimentos podem causar desde danos menores até condições graves ou muito graves, até mesmo prejudicar permanentemente a visão", explica o Dr. Álvaro Fernández-Vega González, oftalmologista especializado em retina.
Cortar madeira, cortar lenha ou pregar enfeites na parede são alguns exemplos de atividades de martelar que podem representar um risco para a saúde ocular, pois lascas de madeira ou metal podem causar lesões oculares graves.
De acordo com o especialista, é essencial usar óculos de proteção ao fazer esse tipo de atividade, pois esses fragmentos podem danificar a córnea ou causar lesões que podem até levar à perda permanente da visão se não forem tratados adequadamente e a tempo.
Preste atenção também às faíscas que saem das chaminés, pois elas podem causar danos graves se atingirem nossos olhos. "É aconselhável manter uma distância segura ou instalar uma malha ou tela de proteção para evitar possíveis queimaduras, lesões ou irritações", diz o Dr. Álvaro Fernández-Vega González.
Abrir garrafas de champanhe também pode colocar nossa saúde visual em risco se não for feito corretamente, pois a rolha pode sair em alta velocidade e atingir nossos olhos.
Por esse motivo, o médico nos lembra que é essencial não sacudir a garrafa com antecedência, segurar a rolha o tempo todo e abri-la com o máximo de cuidado possível para evitar esses acidentes. Na cozinha, os acidentes também podem ser causados por respingos de molhos ou óleo quente, ou pelo manuseio de utensílios de cozinha afiados, como facas ou tesouras.
No caso de qualquer uma dessas situações, "é fundamental consultar um especialista para avaliar a gravidade do problema e, se necessário, prescrever o tratamento adequado o mais rápido possível", diz o Dr. Fernández-Vega González.
MÁXIMA CAUTELA COM CRIANÇAS
Os fogos de artifício fazem parte das comemorações de Natal de muitas famílias e representam um sério perigo para a saúde dos olhos se não forem usados de forma correta e segura. As bombinhas ou fogos de artifício são especialmente perigosos para as crianças, pois a falta de experiência delas pode causar lesões que vão desde queimaduras até contusões oculares.
"Tanto os adultos quanto as crianças devem usar proteção adequada para os olhos (óculos de segurança), manter sempre uma distância segura e usar os fogos de artifício em um local livre, longe de objetos que possam causar incêndios ou acidentes", explica o médico.
Por fim, deve-se prestar atenção aos brinquedos, especialmente aqueles com peças pequenas, que disparam objetos, brinquedos de controle remoto ou drones, pois podem causar contusões ou danos à córnea se atingirem diretamente o olho.
"É essencial que sempre, e especialmente nesta época do ano, tomemos as precauções corretas para evitar qualquer acidente ocular. Se detectarmos sintomas em nossos olhos, como lacrimejamento, dor, visão reduzida ou presença de sangue, é fundamental consultar um profissional o mais rápido possível para avaliar a situação e tratar o trauma ou a lesão da melhor maneira possível", conclui o Dr. Fernández-Vega González.
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