Publicado 29/06/2026 07:31

A ACCIONA Energía localizou um navio naufragado com mais de 2.500 anos de idade na Calábria (Itália), com uma carga de 300 ânforas

A ACCIONA Energía localizou um navio naufragado com mais de 2.500 anos de idade na Calábria (Itália), com uma carga de 300 ânforas.
ACCIONA ENERGÍA

MADRID 29 jun. (EUROPA PRESS) -

A ACCIONA Energía localizou um navio naufragado datado entre os séculos V e IV a.C. na costa da Calábria (Itália), que conserva em seu interior uma carga de mais de 300 ânforas, conforme informou a empresa nesta segunda-feira. A descoberta ocorreu durante os trabalhos de viabilidade de um projeto eólico marinho e em coordenação com a Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem da região metropolitana de Reggio Calabria e Vibo Valentia (SABAP-RC-VV).

Essas ações fazem parte de um amplo programa de caracterização do fundo marinho destinado a identificar precocemente possíveis fatores arqueológicos, ambientais e técnicos, o que garante o desenvolvimento responsável do projeto. Para realizá-las, foram utilizadas tecnologias avançadas de prospecção e caracterização do fundo marinho por uma equipe multidisciplinar composta por especialistas em arqueologia marinha, geologia, biologia marinha e outras disciplinas científicas.

Os resultados das pesquisas foram encaminhados às autoridades competentes, que acionaram os procedimentos correspondentes de proteção e conservação do patrimônio cultural subaquático. Após a identificação do sítio arqueológico e dada sua relevância arqueológica, a SABAP-RC-VV deu início a um projeto específico para o estudo, a recuperação, a conservação e a valorização do naufrágio e de sua carga. O projeto é financiado integralmente pelo Ministério da Cultura, que apoia as atividades de pesquisa, recuperação e conservação.

De acordo com as primeiras avaliações científicas, o navio naufragado e sua carga poderão fornecer informações relevantes sobre as rotas comerciais e as trocas marítimas no Mediterrâneo antigo, bem como sobre a produção e distribuição de vinho na Magna Grécia, o conjunto de colônias gregas estabelecidas no sul da Itália, que abrangia a Calábria, a Apúlia, a Basilicata, a Campânia e a Sicília.

“Achados dessa natureza podem ajudar os pesquisadores a reconstruir as conexões econômicas e culturais que ligavam as comunidades de todo o Mediterrâneo muito antes do surgimento do Império Romano.

Além disso, a empresa informou que os estudos realizados também permitiram otimizar o projeto preliminar do parque eólico marinho, evitando tanto a área onde se localiza o sítio arqueológico quanto outras zonas identificadas como especialmente sensíveis do ponto de vista ambiental.

Segundo a empresa, a “arqueologia preventiva” constitui uma ferramenta fundamental para possibilitar o desenvolvimento de novas infraestruturas, ao mesmo tempo em que protege o patrimônio histórico e cultural. Nesse sentido, a empresa destacou que financiou e promoveu pesquisas em amplas áreas do leito marinho para identificar e avaliar os bens patrimoniais existentes, contribuindo assim para garantir sua proteção durante o futuro desenvolvimento do projeto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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