Kitsa Musayi/dpa - Arquivo
MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
A ONG Ação contra a Fome anunciou a adaptação de suas operações com o objetivo de responder à emergência causada pelo surto de ebola registrado na República Democrática do Congo, bem como para colaborar com os centros de saúde desse país.
“Estamos presentes na zona sanitária de Mongbwalu, a mais afetada pelo surto, e em outras três zonas sanitárias de Ituri, onde tememos que ocorram novos contágios nos próximos dias”, declarou a diretora da organização naquele país africano, Julie Drouet, que acrescentou que trabalham “em estreita coordenação com as autoridades sanitárias e administrativas da região”.
Segundo ela, as equipes da Ação contra a Fome “estão muito mobilizadas para apoiar os centros de saúde da forma mais eficaz possível, com o objetivo de proteger o pessoal de saúde, que está especialmente exposto ao risco de infecção”. Nesse sentido, a ONG estimou em 12 o número de centros em Mongbwalu aos quais está fornecendo “equipamentos de proteção para o pessoal médico”.
Além disso, informou que está oferecendo “suprimentos para a prevenção e o controle de infecções”, como “cloro, pulverizadores para desinfecção” e “material de limpeza”. Tudo isso em um contexto em que “o número de vítimas do surto de ebola, declarado oficialmente em 15 de maio, continua aumentando”, já que “foram registrados mais de 120 casos confirmados, mais de 900 casos suspeitos e mais de 220 mortes na província de Ituri e em Kivu do Norte”.
SERVIÇOS DE SAÚDE "JÁ DE SI FRÁGEIS"
“O surto atual está desestabilizando serviços de saúde já de si frágeis nesta zona remota”, prosseguiu, ao mesmo tempo em que expôs que “apenas 37% da população tem acesso a uma fonte de água potável e apenas 30% dos centros de saúde dispõem de um abastecimento de água confiável”. “As medidas de prevenção de infecções, como a lavagem das mãos, são difíceis de aplicar”, explicou Drouet.
"Por isso, também estamos apoiando os centros de saúde por meio da reabilitação das infraestruturas de água, saneamento e higiene", insistiu, acrescentando que, "no momento, até mesmo os voos humanitários de e para as áreas afetadas pelo ebola estão suspensos, o que complica a mobilização das equipes". “O financiamento também continua muito limitado, o que dificulta o planejamento das atividades”, acrescentou.
Por fim, ele ressaltou que a Ação contra a Fome não pode se dar ao luxo de interromper seus projetos de emergência em andamento. “Nossas equipes devem adaptar a forma como as atividades são realizadas para proteger as comunidades e nosso pessoal, com o objetivo de quebrar a cadeia de transmissão do vírus, mas nossas ações de emergência devem continuar”, concluiu.
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