MADRID 4 maio (Portaltic/EP) -
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos esclareceu que apenas serão considerados elegíveis para ganhar um Oscar de atuação e roteiro aqueles papéis “interpretados de forma comprovada por pessoas” e os roteiros de “autoria humana”, excluindo o uso de inteligência artificial (IA).
A organização responsável pelos prêmios, conhecida como Academia, esclareceu suas normas em relação ao uso de inteligência artificial na criação de filmes, indicando como levará em conta essa tecnologia na hora de escolher os vencedores da próxima edição, prevista para 2027.
Especificamente, ela esclareceu que, para os prêmios relacionados à atuação, só serão considerados elegíveis “os papéis creditados nos créditos legais do filme e que tenham sido interpretados de forma comprovada por pessoas com seu consentimento”.
Seguindo essa linha, para os prêmios de roteiro, só serão elegíveis os roteiros que sejam “de autoria humana”. Além disso, caso a Academia suspeite que IA generativa tenha sido utilizada na criação de um filme, ela poderá “solicitar mais informações sobre a natureza do uso e a autoria humana” ao avaliá-lo.
Isso foi indicado nas regras publicadas para a 99ª edição do Oscar e divulgado pelo meio The Hollywood Reporter, esclarecendo qualquer dúvida sobre sua posição em relação ao uso de IA generativa no setor cinematográfico.
Como resultado, a Academia aposta na criação exclusivamente humana, embora não descarte o uso de IA nos filmes. “No que diz respeito à inteligência artificial generativa e outras ferramentas digitais utilizadas na realização do filme, essas ferramentas não influenciam nem a favor nem contra as possibilidades de obter uma indicação”.
No entanto, será levado em conta o grau em que o ser humano “tenha sido o núcleo da autoria criativa” na hora de escolher o filme ao qual conceder o prêmio.
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