Publicado 03/06/2026 13:54

A Academia de Ciências dos EUA volta a publicar o estudo de Barbacid sobre o câncer de pâncreas

Após especificar os conflitos de interesse que o levaram a se afastar em abril passado

Archivo - Arquivo - Mariano Barbacid, chefe do Grupo AXA-CNIO de Oncologia Experimental da FSP CNIO, vinculado ao Instituto de Saúde Carlos III, durante a apresentação dos resultados promissores de uma pesquisa contra o câncer de pâncreas, publicada
ÓSCAR J.BARROSO - EUROPA PRESS - Arquivo

MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -

A revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, “PNAS”, republicou o estudo liderado pelo pesquisador Mariano Barbacid, no qual se descreve como uma terapia tripla conseguiu eliminar completamente tumores pancreáticos em ratos, depois de ter sido retirado no final de abril por "um conflito de interesses relevante não revelado no momento do envio".

"A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos voltou a publicar o trabalho na íntegra, sendo a nova publicação idêntica à anterior na parte científica, o que desmonta a campanha de mentiras e calúnias contra o Dr. Barbacid”, afirmou a advogada do pesquisador em uma publicação no 'X'.

No comunicado em que a revista anunciava a retirada do estudo, detalhava-se que Mariano Barbacid, membro da Academia, e duas coautoras do trabalho, Vasiliki Liaki e Carmen Guerra, tinham interesses financeiros na Vega Oncotargets, dos quais não informaram em seu artigo.

A nova versão, publicada nesta segunda-feira, 1º de junho, incorpora esses dados, precisando que os três pesquisadores são cofundadores da Vega Oncotargets. No caso de Carmen Guerra, explica-se que ela possui 395 ações, o que representa 5,15% do total, enquanto Vasiliki Liaki possui 110 ações, o que representa 1,43% do total.

Quanto a Barbacid, o artigo expõe que ele era proprietário de 750 ações, o que representa 9,77% do total, mas que já não possui ações na empresa. De fato, o oncologista e pesquisador se desligou da Vega Oncotargets após a divulgação da retirada do estudo.

Por meio de um comunicado na rede social 'X', Barbacid informou então que devolveria à empresa todas as suas ações para evitar "insinuações infundadas" que pudessem afetar o andamento da pesquisa. Além disso, denunciou que estava sendo alvo de uma campanha midiática de “insinuações infundadas” que pretendia vincular seu projeto contra o câncer de pâncreas a uma “intenção espúria de enriquecimento”.

“Os fatos voltam a demonstrar que nunca houve qualquer questionamento por parte da Academia Nacional de Ciências sobre o conteúdo científico da pesquisa”, insistiu a representante legal após a republicação do estudo.

Além disso, ela transmitiu o agradecimento de Mariano Barbacid “aos milhões de pessoas que participaram da arrecadação de fundos para combater o câncer de pâncreas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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