Publicado 17/09/2026 09:01

97% das PMEs espanholas utilizam IA e 39% delas o fazem sem uma política formal, o que acarreta riscos à privacidade e à segurança c

Archivo - Arquivo - Uma pessoa usando o ChatGPT em seu laptop
FREEPIK - Arquivo

MADRID 17 set. (Portaltic/EP) -

A grande maioria das PMEs espanholas aposta na integração de ferramentas de inteligência artificial (IA) em suas operações empresariais, no entanto, essa adoção ainda não ocorre de forma estruturada, já que quatro em cada dez PMEs utilizam essa tecnologia sem contar com uma política formal, expondo-se a respostas errôneas, problemas de privacidade e riscos de segurança cibernética.

Em números, essa ampla adoção significa que 97% das PMEs na Espanha utilizam a IA como parte de suas atividades habituais para impulsionar suas tarefas e, de fato, 60% planejam implementar pelo menos uma nova aplicação dessa tecnologia nos próximos três meses.

Apesar desse amplo uso, as PMEs espanholas não dão atenção suficiente à importância de uma implementação correta dessa tecnologia em suas operações, já que o uso sem diretrizes enquadradas em uma política empresarial pode acarretar consequências graves para a segurança e o funcionamento.

É o que revela um estudo elaborado pela OpenAI, empresa desenvolvedora do ChatGPT, no qual, após entrevistar 1.000 responsáveis por PMEs na Espanha, foi analisado o uso da IA nas operações empresariais, seus benefícios percebidos, barreiras, preocupações e diferenças por tamanho da empresa, região, setor e idade.

Nesse sentido, considerando que praticamente todas as PMEs entrevistadas na Espanha utilizam algum tipo de ferramenta baseada em IA para suas atividades empresariais, vale destacar que 59% afirmam utilizar essa tecnologia regularmente, enquanto outros 38% o fazem ocasionalmente. Além disso, uma em cada três afirma que a IA é utilizada “até mesmo várias vezes ao dia”.

Levando isso em consideração, a empresa destacou que, entre os dados coletados, seu assistente de IA ChatGPT se posiciona como a solução mais utilizada por 73% dos entrevistados. Além disso, o “chatbot” também se posicionou como a ferramenta “na qual mais confiam ou da qual mais dependem” para 48% das PMEs.

Quanto ao impacto da IA na produtividade, 79% das PMEs afirmaram que, ao adotarem essa tecnologia, conseguiram ser mais eficientes em seu trabalho, economizando até três horas por semana por funcionário.

A esse respeito, questionadas sobre como investiram esse tempo extra, todas as PMEs indicaram que o dedicam a atividades de maior valor, como a melhoria de produtos e serviços em 26% dos casos, o desenvolvimento pessoal (25%), o pensamento criativo (23%) e o planejamento estratégico, em 22% dos casos.

Seguindo essa linha, entre os usos mais comuns da IA nessas empresas, 41% destacam a geração de ideias, 33% a pesquisa e a análise e 32% a redação de e-mails ou outras comunicações profissionais.

Seu uso nessas tarefas permite economizar tempo em atividades rotineiras em 36% dos casos e reduzir erros e a repetição de tarefas para 30% das PMEs.

UMA AMPLA UTILIZAÇÃO SEM A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS FORMAIS

Todas as vantagens oferecidas por essa tecnologia podem ser frustradas pela adoção e uso incorretos da IA e, no caso das PMEs espanholas, o estudo da OpenAI aponta que 39% “ainda não possuem uma política formal sobre seu uso”.

Além disso, 70% dos responsáveis entrevistados afirmam que seus funcionários utilizam ferramentas de IA de forma independente, sem que tenham sido formalmente adotadas pela empresa, o que representa uma situação de falta de controle.

A implementação de uma política formal sobre o uso da IA varia de acordo com o tamanho da empresa. Por exemplo, 49% das PMEs com até nove funcionários não possuem uma política formal clara de uso, enquanto apenas 25% das empresas com 50 a 250 funcionários carecem dessas diretrizes.

Além disso, as empresas de maior porte utilizam mais as ferramentas de IA do que as pequenas: 67% delas as utilizam regularmente, contra 54% das pequenas empresas, conforme apontado pela OpenAI.

Também é preciso levar em conta que as PMEs enfrentam mais barreiras na hora de implementar a IA do que as empresas de maior porte. Assim, o estudo destacou principalmente a privacidade e a segurança (27%), embora também tenha mencionado a falta de capacitação e de tempo (26% e 20%, respectivamente), bem como o custo das ferramentas ou da mão de obra especializada (20%).

Tudo isso faz com que as PMEs tentem incluir ferramentas de IA em seu dia a dia para impulsionar seu trabalho, mas sem as medidas necessárias para fazê-lo de forma controlada, mantendo a segurança e garantindo bons resultados.

A tal ponto que, entre as principais preocupações associadas ao uso dessas tecnologias, 32% das PMEs destacaram a possibilidade de obter respostas incorretas que resultem em erros. Por outro lado, 29% mencionaram o risco de vazamento de dados e os problemas de privacidade associados. Por fim, 26% levantaram as questões de segurança cibernética associadas.

CONVÊNIO DIGITALIZA MADRID

No âmbito desse estudo, a OpenAI escolheu o evento Digitaliza Madrid como palco para realizar a edição espanhola do seu SME AI Accelerator europeu, que combinou a OpenAI Academy e a SME Madrid Edition.

Assim, durante esse encontro organizado em colaboração com a Comunidade de Madri, a empresa realizou várias sessões focadas em como aplicar a IA de forma prática nas atividades diárias das organizações.

Durante o evento, a responsável por Políticas Públicas da OpenAI para o sul da Europa, Rafaela Nicolazzi, esclareceu que, como as PMEs espanholas já estão utilizando a IA e colhendo seus benefícios, “o próximo passo é ajudá-las a passar de usos individuais ou isolados para práticas mais estruturadas, seguras e úteis para toda a empresa”.

Dessa forma, com a OpenAI Academy em Madri, foi transmitido um aprendizado prático para transformar a IA em “melhores processos, melhores serviços e mais tempo para se concentrar no crescimento do negócio”.

Por sua vez, o secretário de Digitalização da Comunidade de Madri, Miguel López-Valverde, destacou que a colaboração tem “um grande valor para a região”, por se tratar de uma aliança “entre o setor público e o setor privado, entre o conhecimento global e o talento local, entre aqueles que desenvolvem a tecnologia e aqueles que a utilizam para gerar impacto”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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