MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
Nove em cada dez pacientes melhoram significativamente seu zumbido após um tratamento de 12 semanas com terapia bimodal, afirma a otorrinolaringologista do Hospital Quirónsalud Bizkaia, Dra. Jennifer Cueva.
O zumbido é a percepção subjetiva de um ruído dentro da cabeça ou dos ouvidos, que não tem origem externa. É um som interno que "pode causar frustração, dificuldades para adormecer e, em alguns casos, estresse ou ansiedade", explica a especialista. Na Espanha, estima-se que cerca de 8% da população adulta - aproximadamente quatro milhões de pessoas - sofra de zumbido em algum momento. Entre 10% e 15% já sofreram com isso em algum momento e, para 0,5% das pessoas afetadas, é um problema sério que tem um impacto significativo em sua qualidade de vida.
A terapia bimodal combina a estimulação auditiva com a estimulação do nervo trigêmeo por meio da língua, usando um dispositivo específico. "O objetivo é facilitar o reajuste da atividade neuronal que ajuda a reduzir a percepção do zumbido", diz o médico.
No entanto, ela ressalta que, antes de iniciar o tratamento, é essencial uma avaliação inicial, que inclui uma consulta com um otorrinolaringologista e testes de audição para determinar se o paciente é um candidato. "Dependendo das características da audição e do zumbido do paciente, é elaborado um plano de estimulação personalizado.
Uma vez realizada a avaliação inicial, o dispositivo é programado de acordo com as características do zumbido do paciente. "O tratamento é realizado em casa durante 12 semanas, com sessões diárias de aproximadamente uma hora, que podem ser divididas em duas sessões de meia hora. Durante esse período, é realizado um monitoramento regular para garantir que o sistema seja ajustado à evolução e às necessidades do paciente", acrescenta o especialista.
Até agora, as opções mais utilizadas incluíam terapias auditivas, técnicas de mascaramento ou terapia de retreinamento do zumbido (TRT), que visa habituar o paciente ao som para minimizar seu impacto. Por outro lado, a chegada da terapia bimodal "amplia o leque de possibilidades, oferecendo uma alternativa que combina tecnologia e personalização para abordar um problema que, embora invisível, condiciona a vida cotidiana das pessoas que o sofrem", diz o Hospital Quirónsalud Bizkaia.
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