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MADRID 24 mar. (Portaltic/EP) -
A automação dos e-mails está se expandindo a tal ponto que apenas 13% do tráfego global de e-mails é redigido por seres humanos, de acordo com uma análise da plataforma de crescimento online Hostinger.
O relatório, baseado em um bilhão de e-mails processados durante o mês de janeiro passado, revelou que mais da metade (56%) das mensagens não chega à caixa de entrada dos destinatários, pois são bloqueadas por serem consideradas suspeitas ou maliciosas.
“O e-mail tornou-se silenciosamente uma infraestrutura, com a maior parte de seu tráfego já automatizado”, indicou o gerente de engenharia da Hostinger, Edgaras Lukosevicius.
Entre os 44% das mensagens que passaram pelos filtros de segurança, a empresa detectou 22% de ferramentas empresariais e SaaS, 20% de provedores de e-mail pessoal, 16% de plataformas de marketing e boletins informativos, 15% de redes sociais e 10% de remetentes de baixo volume. O restante dos e-mails se divide entre comércio eletrônico, serviços financeiros, mídia, emprego e viagens.
No entanto, de todas as categorias acima, apenas os provedores de e-mail pessoal e os remetentes de baixo volume envolvem intervenção humana. Ambos somam 30% dos e-mails recebidos, o que equivaleria a 13% do tráfego total, sendo os 87% restantes e-mails automatizados, de acordo com a Hostinger.
Em relação aos 56% dos e-mails que não chegam aos destinatários, os principais motivos pelos quais foram bloqueados são “phishing”, “malware” e redes de “bots”, com 34%; marketing suspeito, com 22%; e problemas de configuração de domínios, com 11%.
CONSEQUÊNCIAS PARA AS EMPRESAS
Diante desse panorama, as empresas enfrentam o desafio de manter um canal de comunicação saturado, com pressões na capacidade de entrega e com o valor das métricas tradicionais enfraquecido.
A Hostinger explica que ocorre uma queda no 'engajamento' quando o usuário percebe o e-mail como uma caixa de entrada na qual não param de chegar notificações, promoções e alertas, o que pode gerar até mesmo rejeição na hora de interagir com eles.
Quanto à deterioração da capacidade de entrega, o relatório da Hostinger aponta que 34% dos e-mails rejeitados se devem a uma “má reputação do remetente”.
Em relação à perda da capacidade de medição, indicadores como “cliques” ou “interação com a mensagem” perdem valor como “métrica real” da interação. “As empresas continuam otimizando métricas que já não refletem a realidade do canal. A questão não é se o usuário abre o e-mail, mas se ele ainda deseja recebê-lo”, destacou Lukosevicius.
Diante desses problemas, a Hostinger apostou em um modelo de gestão mais inteligente, apoiado em soluções baseadas em IA para reduzir o ruído, priorizar mensagens e melhorar processos como a filtragem avançada, a limpeza de caixas de entrada, o gerenciamento de aliases ou o cancelamento em massa de assinaturas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático