YAROSLAV ASTAKHOV - Arquivo
MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -
75% das pessoas com mais de 55 anos se preocupam com a alimentação e quase seis em cada dez praticam exercícios regularmente, de acordo com o “VI Barômetro do Consumidor Sênior”, elaborado pelo Centro de Pesquisa Ageingnomics da Fundação Mapfre.
Além disso, metade realiza exames médicos preventivos (53%), evita o consumo de álcool e tabaco (53%) e mantém horários regulares de sono (50%).
Os dados contestam a ideia de que os idosos vão ao médico com muita frequência, já que 81% visitam centros de saúde menos de uma vez por mês, o que indica um uso relativamente baixo dos serviços de saúde. Apenas 1% vai ao médico todas as semanas. De fato, embora a frequência das consultas médicas aumente a partir dos 70 anos, a maioria continua indo com pouca frequência: 75% o fazem menos de uma vez por mês.
Por outro lado, o sedentarismo é um dos estereótipos mais difundidos sobre o envelhecimento. No entanto, o estudo mostra que cerca de 6 em cada 10 idosos praticam exercícios físicos regularmente (57%). Um dado especialmente relevante, considerando que o envelhecimento ativo é uma estratégia para melhorar a qualidade e a expectativa de vida (com “boa saúde”) em adultos e idosos.
Isso porque, à medida que a idade avança, a atividade física atua como fator de proteção e manutenção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida, conforme indica o guia “Vida ativa, longevidade saudável. Guia sobre esporte e envelhecimento ativo”, do Centro de Pesquisa Ageingnomics.
79% SE DECLARAM BASTANTE OU MUITO FELIZES
Os dados do “VI Barômetro do Consumidor Sênior” indicam que 79% se declaram bastante ou muito felizes. Uma percepção positiva que, aliás, melhora com o passar dos anos. Somado a isso, 4 em cada 10 (38%) afirmam cuidar de sua saúde emocional de forma ativa e consciente, uma porcentagem que sobe para 43% entre 60 e 64 anos. Além disso, a maioria participa de atividades sociais (53%) e culturais (72%), o que contribui para reforçar seu bem-estar mental e emocional.
O documento também revela que, cada vez mais, as pessoas com mais de 55 anos utilizam ferramentas digitais relacionadas à saúde, como a telemedicina (28%). Esse número representa um aumento de 3 pontos percentuais em comparação com a edição anterior do relatório, o que reflete um avanço progressivo no acesso a essas tecnologias.
No entanto, entre os idosos que utilizam essas ferramentas, 67,8% o fazem de forma ocasional, o que indica que elas ainda não fazem parte dos hábitos diários de saúde.
“Os dados mostram uma tendência clara em direção à digitalização da saúde na população idosa, mas evidenciam que o desafio não é apenas ampliar o acesso, mas promover um uso mais frequente, autônomo e confiante”, afirmou Juan Fernández, diretor do Centro de Pesquisa Ageingnomics da Fundação Mapfre.
Para Fernández, o envelhecimento saudável tornou-se um dos objetivos vitais mais relevantes para uma população cada vez mais longeva. “Nesse sentido, o fim do verão e o retorno à rotina podem ser uma boa oportunidade para revisar nossos hábitos e reforçar os cuidados com a saúde. Não se trata apenas de viver mais anos, mas de fazê-lo com qualidade de vida, autonomia e bem-estar físico e mental”, destacou.
“Embora persistam certos desafios, como uma maior integração da saúde emocional ou o uso mais frequente de ferramentas digitais, a tendência geral aponta para um envelhecimento ativo, autônomo e cada vez mais conectado às novas dinâmicas sociais e de saúde”, concluiu Fernández.
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