MADRI 15 jul. (Portaltic/EP) -
67% das empresas planejam aumentar seu investimento em inteligência artificial (IA) até 2025, mas menos de 20% afirmam ter um plano para a implementação avançada de IA de forma "ética e transparente".
As empresas estão correndo para integrar a inteligência artificial, da automação generativa à avançada, em suas estratégias, mas também enfrentam outros desafios, como aprofundar a maturidade de seus sistemas de IA, bem como as implicações éticas de sua implantação e quem assume a responsabilidade por essa tarefa.
Empresas de todo o mundo estão se preparando para expandir seus recursos de IA, com 67% das organizações planejando aumentar seu investimento em IA em 2025, destacando a "crescente confiança no valor comercial" da inteligência artificial, de acordo com o estudo Analytics 2025: Priorities for CIOs and Technology Leaders da Experis.
Essa tendência também se reflete na Espanha, onde setores como o financeiro, o de telecomunicações e o de energia já anunciaram investimentos estratégicos nessa área. Além disso, iniciativas como a Estratégia Nacional de IA da Espanha, adotada em maio do ano passado, visam posicionar o país como "um participante competitivo na inovação responsável de IA", de acordo com a empresa.
"Está claro que a inteligência artificial tem um enorme potencial e agora é o momento de explorá-lo", explicou a CEO da Experis, Myriam Blázquez, que acrescentou que o papel dos líderes de tecnologia é "fundamental", pois "a capacidade de suas empresas de capitalizar a IA como uma alavanca de competitividade depende, em grande parte, de sua visão e de sua capacidade de obter recursos e investimentos".
60 POR CENTO DAS EMPRESAS AINDA ESTÃO EXPLORANDO "PARCIALMENTE" A IA
No entanto, o estudo também revelou que a maioria das organizações ainda está nos estágios iniciais desse processo, com 60% ainda explorando ou implementando "parcialmente" a IA.
A esse respeito, 18% dos líderes de tecnologia pesquisados expressaram preocupações sobre parcialidade, transparência e governança ética, sendo que apenas uma em cada cinco empresas afirma ter um plano de implementação de IA que aborda todos esses três fatores.
O relatório afirma que essas preocupações se repetem em todos os mercados, inclusive na Espanha, onde os debates sobre IA ética, regulamentação e impacto sobre a força de trabalho "continuam a moldar o discurso público e a desacelerar a corrida para implantar esses avanços".
Enquanto isso, tecnologias emergentes, como agentes de inteligência artificial, que podem reduzir a intervenção humana ao tomar decisões e agir, também estão ganhando destaque. Para as organizações, essa é uma nova maneira de aumentar a produtividade e a eficiência, mantendo a supervisão humana e os padrões éticos.
AS PERCEPÇÕES PERMANECEM DIVERSAS
O estudo também destacou que as percepções sobre IA entre os líderes de tecnologia permanecem diversas. Para 37%, a tecnologia é vista como útil para aplicações específicas, enquanto 36% a veem como um "divisor de águas" que está remodelando os negócios.
Ao mesmo tempo, 33% dos líderes disseram que o impacto mais amplo da IA "ainda não está claro", refletindo um grau de cautela nas organizações. Olhando para o futuro, 30% acreditam que a IA será "revolucionária a longo prazo" e 29% já reconhecem seu papel no aumento da produtividade atual.
No entanto, apesar dessas diferenças nas percepções sobre a inteligência artificial, há um "impulso claro", pois as organizações reconhecem cada vez mais a importância crescente da IA no cenário atual dos negócios.
Dessa forma, o estudo Experis CIO 2025 conclui que, embora as empresas estejam "ansiosas" para aumentar seus investimentos em IA, o sucesso dependerá de "integração responsável, padrões éticos e liderança clara". "Com tecnologias como a IA de agente aumentando sua presença, o foco continua sendo equilibrar a inovação com a supervisão para desbloquear todo o potencial da IA", disse a empresa.
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