Publicado 06/08/2026 10:21

60% dos médicos apoiam uma greve por tempo indeterminado em prol de um Estatuto-Quadro próprio, de acordo com uma pesquisa da APEMYF

No dia 9 de setembro, será divulgado o próximo calendário de mobilizações

Archivo - Arquivo - Médicos e profissionais da área da saúde durante uma manifestação em frente ao Hospital Puerta de Hierro, em 17 de junho de 2026, em Majadahonda, Madri (Espanha). A manifestação faz parte da greve médica em andamento, promovida pelo co
Diego Radamés - Europa Press - Arquivo

MADRID, 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A Associação Profissional por um Estatuto Médico e Clínico (APEMYF) divulgou nesta quinta-feira os resultados de uma pesquisa que revelam que 60% dos médicos e clínicos apoiam a realização de uma greve por tempo indeterminado para reivindicar um Estatuto-Quadro próprio, ao mesmo tempo em que mais de 25% apoiam uma greve indefinida intermitente que aumente a pressão de forma progressiva.

A pesquisa contou com a participação de “milhares” de médicos e profissionais da área da saúde e mostra uma “rejeição majoritária” dos profissionais ao Anteprojeto de Estatuto-Quadro aprovado no Conselho de Ministros, por considerarem que o texto não atende às principais demandas históricas do coletivo nem reconhece adequadamente sua singularidade.

Conforme detalhado pela APEMYF, o apoio à criação de um Estatuto específico para médicos e profissionais da área da saúde é “praticamente unânime”, e os entrevistados consideram prioritária uma regulamentação própria para plantões, jornada de trabalho, intervalos, aposentadoria, reconhecimento profissional e condições salariais.

Quanto a uma possível greve futura, 73% dos participantes defendem o início dessas paralisações em outubro, embora nas respostas abertas “inúmeros” participantes sugiram até mesmo antecipar o início das mobilizações.

Além disso, 94% dos profissionais se mostram dispostos a renunciar voluntariamente à realização de plantões noturnos, módulos, turnos duplos e outras atividades extraordinárias, uma medida que o relatório considera especialmente relevante devido ao seu potencial impacto organizacional.

A análise dos comentários abertos permite identificar que as principais preocupações dos profissionais se concentram na necessidade de reformar o atual sistema de plantões, melhorar a jornada de trabalho e os intervalos, manter a unidade da profissão e reforçar as mobilizações para alcançar mudanças estruturais.

“MANDATO CLARO” PARA A APEMYF

A APEMYF considera os resultados desta pesquisa como um “mandato claro” dos profissionais para fortalecer a reivindicação de um Estatuto próprio para médicos e profissionais da área da saúde, continuar impulsionando a reforma das condições de trabalho dos médicos e manter as mobilizações enquanto não houver avanços reais nas negociações.

Conforme destacaram, isso será transmitido na reunião que reunirá, na primeira semana de setembro, as organizações que compõem a APEMYF com os demais membros do Comitê de Greve em nível nacional. Na quarta-feira, 9 de setembro, a União Médica e Facultativa (UMYF) informará o resultado dessa reunião e o calendário das mobilizações.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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