Publicado 09/09/2026 10:32

51,5% das pessoas com enxaqueca sentem que as pessoas ao seu redor mal a consideram uma doença, de acordo com uma pesquisa da AEMICE

Archivo - Arquivo - Mulher com dor de cabeça.
BYMURATDENIZ/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -

51,5% das pessoas com enxaqueca sentem que o seu entorno mal a percebe como uma doença de verdade, conforme revelou a pesquisa “Percepção social e impacto da enxaqueca”, promovida pela Associação Espanhola de Enxaqueca e Cefaleia (AEMICE).

Este estudo, apresentado por ocasião da comemoração, neste sábado, do Dia Internacional de Ação contra a doença e no âmbito do lançamento de uma campanha sobre o tema, contou com a participação de 864 adultos com diagnóstico confirmado. Outra conclusão obtida é que 89,2% se reconhecem como pessoas com uma doença neurológica.

De fato, a enxaqueca é uma doença complexa e afeta mais de seis milhões de pessoas na Espanha — cerca de 13% da população —, das quais oito em cada dez são mulheres. Apesar da prevalência e do impacto que pode causar, apenas 12,3% consideram que o entorno a percebe claramente como uma patologia.

“Nós, que sofremos de enxaqueca, sabemos até que ponto ela pode condicionar nossa vida”, explicou a presidente da AEMICE, Isabel Colomina, que lamenta, por isso, que existam pessoas “que a veem simplesmente como uma dor de cabeça”. No entanto, ela lembrou que uma crise pode obrigar o paciente “a cancelar um compromisso, faltar ao trabalho” ou deixar de cuidar da família.

Para ilustrar a realidade em relação à doença, a pesquisa mostra que 57,9% dos participantes afirmam que, nas últimas quatro semanas, limitaram ou impediram suas atividades habituais com muita frequência ou sempre. Além disso, os dados revelam que, entre aqueles que relataram dor de cabeça diária no último mês, 89,2% indicam que limitaram suas atividades com muita frequência ou sempre, embora o impacto também ocorra com menor incidência nos dois tipos de enxaqueca: a episódica e a crônica.

CAMPANHA “AS PALAVRAS IMPORTAM”

Por tudo isso, a AEMICE também anunciou a campanha “As palavras importam”, por meio da qual convida a refletir sobre como a forma de falar sobre a enxaqueca pode influenciar a maneira como a sociedade entende a doença, já que o uso de uma linguagem precisa pode contribuir para evitar sua banalização e promover uma maior compreensão social. A iniciativa conta com a colaboração das empresas farmacêuticas Abbvie, Grünenthal, IPSEN, Lundbeck, Organon e Teva.

“Por muito tempo, normalizamos frases como ‘tenho enxaqueca’ para nos referirmos a qualquer dor de cabeça ou ‘tenho enxaquecas’ para falar das crises”, explicou Colomina, que rejeitou a ideia de que se trate de “uma questão menor”. Em sua opinião, “as palavras ajudam a construir a forma como entendemos uma doença”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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