Publicado 04/04/2025 05:02

51% das empresas espanholas não combinam segurança cibernética e IA, e isso "aumenta o desafio" para os revendedores

Recurso de segurança cibernética
PIXABAY

MADRI 4 abr. (Portaltic/EP) -

51% das empresas espanholas não têm uma estratégia de segurança cibernética especificamente projetada para o ambiente de inteligência artificial (IA) e isso "aumenta o desafio" para os distribuidores de tecnologia, que reorientaram seu papel de simples fornecedores para se tornarem consultores estratégicos para seus clientes, conforme explicado pela Ingram Micro.

Esses números de um relatório recente da empresa de consultoria Deloitte contrastam com outra análise da empresa Hiscox, que revela que sete em cada dez empresas já integraram a IA generativa em suas operações diárias. "Uma distorção que coloca as empresas em risco, provavelmente sem que elas se deem conta disso", acrescenta Martín Trullas, diretor da área de Soluções Avançadas da Ingram Micro.

"As empresas espanholas estão sendo rápidas em integrar a inteligência artificial em seus negócios, mas não estão prestando a devida atenção à sua segurança cibernética em um contexto em que a tecnologia é distribuída, há mais dispositivos envolvidos nas operações diárias da empresa e o mundo digital é mais complexo", acrescenta.

A popularização da IA está mudando as regras do jogo no mundo digital, influenciando todos os setores da economia e a relação entre humanos e máquinas. Portanto, nesse novo contexto de digitalização, as empresas estão enfrentando ataques cibernéticos mais sofisticados e automatizados, justamente por causa do papel que a IA desempenha no crime cibernético atual.

IMPACTO SOBRE OS VAREJISTAS

O aumento da complexidade do mundo digital também foi transferido para as empresas do Canal, que devem aconselhar seus clientes, além de conhecer a tecnologia que distribuem. "A integração da IA em soluções de negócios exige um conhecimento profundo não apenas dos produtos e serviços no mercado, mas também dos riscos associados à sua implementação", acrescenta Trullas.

Nesse sentido, o diretor da área de Soluções Avançadas da Ingram Micro insiste que "os métodos tradicionais de detecção e resposta já não funcionam" e, portanto, "são necessárias novas ferramentas que nem todas as empresas implementaram".

A falta de conhecimento sobre os riscos enfrentados pelas empresas está se tornando uma vulnerabilidade que os criminosos cibernéticos estão explorando. Essa lacuna de conhecimento também limita a integração total e eficiente das novas ferramentas digitais disponíveis no mercado, o que prejudica a competitividade das empresas que estão menos preparadas para a nova onda digital. Mas também é uma oportunidade para que o Canal se estabeleça como o verdadeiro epicentro da digitalização.

"A combinação de IA e segurança cibernética não é apenas uma ameaça, mas uma oportunidade perfeita para demonstrar que o Canal é o parceiro estratégico confiável para empresas que não sabem como ou não têm os recursos para enfrentar os novos desafios associados à IA e à segurança cibernética", reconhece Martin.

TRANSFORMANDO A AMEAÇA DA IA EM UMA OPORTUNIDADE

A Ingram Micro destaca que os distribuidores que souberem oferecer treinamento em IA e cibersegurança a seus clientes, mas também a seus funcionários, estarão "na frente para conquistar um mercado que está buscando referências", pois "qualquer processo de vendas que se baseie na relação direta entre o distribuidor e o cliente resultará em um vínculo focado nas necessidades reais do momento".

Como outra chave para aproveitar as oportunidades nesse contexto, eles apontam para a escolha dos parceiros: "Os fabricantes que já integram a IA e uma camada de segurança cibernética em seus produtos serão os mais bem posicionados para se tornarem parceiros indispensáveis para as empresas do futuro".

Combinados com a popularização dos serviços gerenciados e a crescente presença no mercado de soluções de nuvem modulares e dimensionáveis, os novos ecossistemas digitais no ambiente corporativo se tornarão mais resistentes a ameaças e conseguirão preservar e até mesmo aumentar a competitividade das empresas, mas eles alertam que isso só será possível "se os fornecedores explicarem corretamente o que está em jogo".

"Estamos entrando em uma fase fundamental para o futuro da tecnologia em todos os níveis, e somente os distribuidores que entenderem que não se trata mais de vender, mas de acompanhar, serão os únicos a sobreviver a uma nova digitalização que é mais complexa, mas também mais poderosa para ajudar o canal a criar empresas resilientes e competitivas", conclui Martín Trullas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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