Publicado 01/04/2026 04:00

50 anos da Apple, a empresa que revolucionou o mercado com sua filosofia de tecnologia pessoal

A Apple comemora seus 50 anos com o slogan: "50 anos pensando diferente"
APPLE.

MADRID 1 abr. (Portaltic/EP) -

Neste dia 1º de abril, completam-se 50 anos da fundação da Apple, uma empresa que conquistou o público com sua ampla gama de dispositivos e serviços, sempre na vanguarda e servindo de referência para as demais empresas do setor.

Por ocasião do aniversário, o CEO da Apple, Tim Cook, refletiu em uma carta sobre os marcos e a filosofia da marca: “Passamos cinco décadas redefinindo o que é possível e colocando ferramentas poderosas nas mãos das pessoas”.

A Apple soube integrar sua filosofia de que “a tecnologia deveria ser pessoal” em cada dispositivo que lançou no mercado, desde seu primeiro modelo de computador, o Apple I, que serviu para “mostrar ao mundo a fórmula para um computador útil e acessível”, como destacou o cofundador da Apple, Steve Wozniak; e depois com o primeiro computador pessoal, o Apple II, baseado em uma arquitetura de 8 bits com processador MOS 6502 para maior comercialização.

Após o fracasso do Apple Lisa, o primeiro computador comercial com interface gráfica, devido ao seu preço elevado, a Apple deu outro passo revolucionário com o lançamento do Macintosh 128K em 1984. “O Macintosh coloca a tecnologia do Lisa ao alcance de um público amplo pela primeira vez, a um preço e tamanho inigualáveis”, afirmou o então presidente do Conselho de Administração e cofundador da Apple, Steve Jobs.

Foi somente em 1989 que a Apple lançou seu primeiro computador portátil, o Macintosh Portable. No entanto, devido ao seu peso de 7 quilos e ao seu preço elevado, ele não alcançou o sucesso comercial esperado.

A década de 1990 foi um período turbulento para a empresa, que chegou a temer a falência. No entanto, após o retorno de Steve Jobs à empresa, a Apple ressurgiu com o lançamento do iMac G3, um computador com um design inovador que conseguiu romper com o tradicional bege com um modelo translúcido na cor azul.

O iMac G3 foi o primeiro computador da empresa a incorporar portas USB. Durante os cinco anos em que esteve no mercado, a Apple conseguiu vender mais de 6 milhões de unidades desse modelo.

RUMO A UM ECOSSISTEMA MÓVEL

Além dos computadores, a Apple apresentou o Newton Message Pad em 1993, um assistente digital pessoal que reconhecia a escrita à mão dos usuários, sem muita precisão, que chegou a ser parodiado nos Simpsons. No entanto, foi o primeiro dispositivo da Apple a usar uma CPU ARM e serviu de base para o iPhone e o iPad.

No início do novo milênio, a Apple lançou em 2001 o iPod, o primeiro reprodutor de MP3 com capacidade para mil músicas e autonomia para dez horas de reprodução. Junto com ele surgiu o iTunes, uma plataforma online que revolucionou o mercado de distribuição musical ao permitir que os usuários reproduzissem, organizassem, comprassem e baixassem conteúdos.

No entanto, o dispositivo mais revolucionário da Apple chegou em 2007: o iPhone, um celular que quebrou todos os paradigmas ao apresentar uma tela sensível ao toque e sem teclado. A Apple conseguiu combinar um telefone, seu iPod e um dispositivo de comunicação pela Internet com e-mail e navegador web.

“O iPhone é um produto revolucionário e mágico que, literalmente, está cinco anos à frente de qualquer outro celular”, declarou o então CEO da Apple, Steve Jobs. “Todos nascemos com o melhor dispositivo para apontar — nossos dedos — e o iPhone os utiliza para criar a interface de usuário mais revolucionária desde o mouse”, acrescentou.

Enquanto o iPhone levou a Apple a outro patamar, a empresa não deixou de inovar em sua linha de computadores. Steve Jobs surpreendeu o mercado ao tirar um computador de um envelope em 2008. Tratava-se do MacBook Air, o laptop “mais fino do mundo” na época, com uma espessura máxima de 1,93 cm e 0,4 cm em seu ponto mais fino. “Criamos o laptop mais fino do mundo sem sacrificar o teclado de tamanho padrão nem a espaçosa tela de 13 polegadas”, destacou o CEO durante a apresentação.

Naquele mesmo ano, foi inaugurada a App Store dentro do iTunes, com 500 aplicativos iniciais que podiam ser baixados e transferidos para o iPhone. Um ano após seu lançamento, o número de aplicativos ultrapassou os 50.000.

Em 2010, a empresa apresentou o iPad, um híbrido entre o smartphone iPhone e o laptop MacBook. “O iPad cria e define uma categoria completamente nova de dispositivos que conectarão os usuários às suas aplicações e conteúdos de uma maneira muito mais íntima, intuitiva e divertida do que nunca”, destacou Jobs em seu lançamento.

ERA DE TIM COOK: MAIS SERVIÇOS E ACESSÓRIOS

Meses antes do falecimento de Steve Jobs, em 5 de outubro de 2011, Tim Cook assumiu o cargo de CEO da empresa. Após uma fase marcada pelo lançamento de produtos revolucionários, a Apple entrou em uma etapa em que seus serviços e acessórios passariam a ser os protagonistas.

Em 2014, a empresa anunciou o Apple Pay, uma nova forma de realizar pagamentos através do iPhone e, posteriormente, em outros dispositivos, graças ao design de sua antena NFC, ao chip Secure Element e à tecnologia Touch ID. Um ano depois, apresentou o serviço de streaming Apple Music. “Todas as formas de curtir música se reúnem em um único aplicativo, que oferece um serviço revolucionário de streaming”, destacou Eddy Cue, vice-presidente sênior de Software e Serviços de Internet da Apple, durante a apresentação.

A aposta nos serviços de streaming se intensificou em 2019, quando foram lançados o AppleTV+, um catálogo sob demanda de conteúdos originais como filmes, séries e documentários; o Apple Arcade, que a Apple destacou como o primeiro serviço de jogos por assinatura para celulares, computadores e televisores; e o Apple News+, que dá acesso a mais de 300 publicações digitais.

Por outro lado, a Apple entrou no mundo dos “wearables” com o relógio inteligente Apple Watch, o dispositivo “mais pessoal” da empresa, que incluía uma Corona Digital para navegar pelo dispositivo sem cobrir a tela. O Apple Watch se tornou o smartwatch mais vendido de 2015, ultrapassando 51% de participação no mercado.

Durante a gestão de Tim Cook, um dos produtos de destaque foram os fones de ouvido sem fio AirPods, lançados em 2016 após a Apple ter dispensado a entrada jack no iPhone 7. Compatíveis com todos os dispositivos do ecossistema da Apple, os AirPods se destacavam por se conectarem automaticamente a eles. Protagonistas de memes em seu lançamento, esses dispositivos evoluíram até chegarem aos AirPods Max 2, apresentados em março.

Como acessório, a Apple apresentou em 2021 o AirTag, um dispositivo redondo e personalizável com o qual os usuários podem localizar qualquer dispositivo por meio do serviço “Buscar”.

No aspecto técnico, a empresa alcançou maior independência desde 2020 graças aos seus próprios processadores para Mac, o Apple Silicon, permitindo também a compatibilidade dos computadores com aplicativos do iPhone e do iPad.

PRESENTE E FUTURO: REALIDADE MISTURADA E O DESAFIO DA IA

O último grande lançamento da Apple ocorreu em 2024, com o visor de realidade mista (RM) Apple Vision Pro, “o dispositivo de eletrônica de consumo mais avançado já criado”, como o descreveu Tim Cook, que utiliza a computação espacial para imergir os usuários em mundos digitais.

No entanto, a Apple encontrou seu ponto fraco na inteligência artificial. Embora em 2024 tenha apresentado o sistema Apple Intelligence, que permite melhorar textos, resumir notificações, e-mails e mensagens, além de interagir com a Siri de forma mais natural e eficaz, a empresa ficou para trás na corrida da IA em relação à concorrência.

Atualmente, o futuro desse ecossistema inteligente e da assistente Siri depende de um acordo com o Google e do uso de sua tecnologia de IA.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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