Publicado 29/06/2026 10:01

32% das internações na UTI decorrentes de acidentes de trânsito envolvem uma motocicleta

Motocicletas, bicicletas e patinetes elétricos representam metade das internações na UTI por acidentes de trânsito

Archivo - Arquivo - Paciente em terapia intensiva.
PEOPLEIMAGES/ISTOCK - Arquivo

MADRID, 29 jun. (EUROPA PRESS) -

32,5% das admissões em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) decorrentes de acidentes de trânsito envolvem uma motocicleta, que é o veículo mais frequentemente envolvido nesse tipo de internação, seguido pelo carro (26%) e pela bicicleta (13,2%), conforme consta do Registro RETRAUCI da Sociedade Espanhola de Medicina Intensiva, Crítica e Unidades Coronárias (SEMICYUC).

Na Espanha, 45% dos pacientes com traumas internados em uma UTI são consequência de um acidente de trânsito. O perfil mais comum de paciente ao longo de 2025 foi o de um homem com cerca de 46 anos, envolvido em um acidente de motocicleta e que recebeu alta da UTI após quatro dias, sendo necessária cirurgia de emergência nas primeiras 24 horas em apenas 38,5% dos casos.

O Registro RETRAUCI, que conta com mais de 20.000 casos analisados, reflete uma mudança de tendência na última década. Em 2015, o perfil mais comum dos pacientes internados também era o de um homem de meia-idade, mas ele dirigia um carro em 35,7% dos casos.

Assim, ao longo dos 10 anos seguintes, observa-se que o automóvel é o único tipo de veículo cuja presença em acidentes de trânsito com internação na UTI diminuiu. Enquanto isso, as motocicletas, as bicicletas e o surgimento das patinetes elétricas, que representam 4% do total, já são responsáveis por 50% das internações na UTI decorrentes de acidentes de trânsito.

O coordenador do registro e intensivista do Hospital Universitário 12 de Outubro de Madri, Jesús A. Barea, explicou que “os dados refletem fielmente as mudanças demográficas e sociais na Espanha, bem como a transformação da mobilidade urbana”.

“Esses números destacam a vulnerabilidade de motociclistas, ciclistas e condutores de patinetes em caso de acidente”, afirmou Ángeles Ballesteros, também coordenadora do RETRAUCI e médica intensivista do Hospital Universitário Marqués de Valdecilla, em Santander.

ATROPELAMENTOS EM LIGEIRO AUMENTO

No que diz respeito às internações na UTI por atropelamento, os dados do registro RETRAUCI mostram uma tendência de ligeiro aumento nesta última década, passando de 16,1% para 17,4% do total de casos. Os números mais baixos continuam sendo os dos anos da pandemia, consequência da menor densidade de tráfego e, também, de pedestres.

A gravidade dos pacientes, segundo indicadores clínicos, mostra uma redução no traumatismo cranioencefálico grave, de 41,1% em 2015 para os atuais 38,4%. Por outro lado, aumentaram os casos de traumatismo abdominal grave, presentes em 20,7% das admissões, enquanto em 2015 esse número era de 15,2%.

“O tempo de permanência na UTI manteve-se semelhante. Atualmente, metade dos pacientes recebe alta e é transferida para a enfermaria nos primeiros quatro dias”, comentou a doutora Ballesteros, que destacou a importância dos dados do registro, pois comprovam “a qualidade do atendimento nas UTIs como unidades de diagnóstico e suporte, respondendo em tempo hábil, sem variações e de forma coordenada, graças à especialização nesse tipo de paciente”.

Graças ao registro, os intensivistas puderam constatar resultados semelhantes aos publicados em outros países europeus, bem como uma melhoria na qualidade do atendimento. “A implantação de estratégias avançadas de controle de danos permitiu diminuir as complicações, além de uma redução significativa no uso de hemoderivados”, destacou o Dr. Barea, que observou que a taxa de sobrevivência, que em 2025 ficou em 89,9%, continua sendo “excelente”.

O registro RETRAUCI conta com cerca de dez UTIs pediátricas inscritas, que se somam às mais de 70 UTIs de adultos e aos mais de 150 pesquisadores que participam ativamente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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