Publicado 17/09/2025 07:53

30% das pessoas com mais de 60 anos nunca ouviram falar de doenças das válvulas cardíacas

Archivo - Arquivo - Cardiologia, coração. Marcapasso
PEAKSTOCK/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -

Trinta por cento das pessoas com mais de 60 anos dizem nunca ter ouvido falar de doenças das válvulas cardíacas, conhecidas como valvulopatias, apesar de serem doenças potencialmente graves se não forem detectadas a tempo.

É o que revela o "Estudo Nacional sobre Conhecimento e Conscientização sobre Valvulopatias", apresentado pela Associação Espanhola de Portadores de Válvulas Cardíacas, Anticoagulantes e Adultos com Cardiopatia Congênita (AEPOVAC) como parte da Semana Internacional de Conscientização sobre Valvulopatias.

O relatório, que se baseia em 600 pesquisas on-line com pessoas acima de 60 anos na Espanha, alerta para a falta de informações sobre essa patologia e as doenças cardiovasculares em geral. Apenas 38% dos participantes classificam as doenças cardíacas como a principal causa de morte na Espanha, à frente do câncer ou dos acidentes de trânsito.

Quanto às valvulopatias, embora 63% as associem corretamente a um mau funcionamento das válvulas cardíacas, 11% declaram abertamente que não sabem o que são e 9% dão uma explicação vaga. Além disso, quase metade (48%) não sabe quantas válvulas o coração tem ou as confunde.

Por outro lado, a grande maioria dos entrevistados relaciona corretamente os sintomas que os alertam sobre um problema de válvula cardíaca, identificando fadiga, dor no peito, falta de ar e tontura ou desmaio como os principais sinais. Entretanto, 74% não sabem que os sintomas podem ser diferentes entre homens e mulheres.

Nesse sentido, 96% das pessoas com mais de 60 anos acham que não há informações suficientes disponíveis sobre a doença. Quando se trata de saber mais, seis em cada 10 tendem a recorrer a profissionais da área médica, seja um cardiologista ou um clínico geral.

TRIAGEM E DETECÇÃO

O estudo destaca que aproximadamente uma em cada quatro pessoas com mais de 60 anos de idade não faz nenhum check-up relacionado ao coração regularmente. Especificamente, 24% dizem que nunca fizeram um check-up, outros 24% apenas quando tiveram um sintoma ou quando foi recomendado, e 10% não fazem um check-up há anos.

Com relação a isso, apenas 26% fazem um check-up anual e 16% fazem um check-up ocasional a cada dois ou cinco anos. Vale ressaltar que são os homens que fazem o maior número de check-ups anuais, 36% em comparação com 17% das mulheres.

Para a detecção de doença cardíaca valvular, a ferramenta mais simples e rápida é ouvir com um estetoscópio, mas 20% dos entrevistados não sabem disso. Além disso, 63% dizem que são auscultados apenas ocasionalmente e 5% dizem que nunca foram auscultados. Entre as mulheres, esse número sobe para 8%.

Em geral, a preocupação com a doença valvar está em um nível moderado, com uma pontuação média de seis em 10). Quarenta e cinco por cento têm um nível moderado de preocupação (com escores entre 5 e 7), 32% têm um nível alto de preocupação (entre 8 e 10) e 23% têm um nível baixo de preocupação (entre 1 e 4).

As pessoas diagnosticadas com doença valvar relatam que conversar com o médico lhes deu tranquilidade (32%), enquanto 15% estavam bastante assustadas e 14% estavam aliviadas por terem um diagnóstico definitivo.

Além disso, o relatório dedica uma seção ao colesterol, uma substância da qual a maioria já ouviu falar, identificando que existe o colesterol bom e o ruim, mas 43% não sabem a diferença entre os dois.

"Com esse relatório sobre valvulopatias, queríamos saber em primeira mão o quanto se sabe sobre essa doença, e os resultados nos levam a concluir que é necessário continuar implementando campanhas de conscientização para passar o mais rápido possível para a chamada à ação", enfatizou a presidente da AEPOVAC, Cecília Salvador.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado