Publicado 06/10/2026 13:28

20% dos espanhóis admitem ter deixado de ir pessoalmente ao médico no último ano, segundo um estudo da Aegon

Archivo - Arquivo - Homem no médico
LIUDMILA CHERNETSKA/ ISTOCK - Arquivo

O principal motivo é a saturação do sistema de saúde

MADRID, 6 out. (EUROPA PRESS) -

20,2% dos espanhóis deixaram de ir pessoalmente ao médico no último ano, conforme mostra o “IX Estudo de Saúde e Estilo de Vida” da Aegon, que reflete uma tendência de queda desde 2021, quando até 54,3% da população evitava esse tipo de consulta.

Os resultados, baseados em entrevistas com 1.600 pessoas com mais de 18 anos na Espanha, indicam que o principal motivo pelo qual evitaram as consultas presenciais foi a saturação do sistema de saúde, mencionada por 44,7% dos entrevistados.

Seguem-se motivos como o uso da telemedicina (26,7%), por indicação médica (9,2%) e por medo de contrair um vírus ou outra doença (8%). O motivo relacionado às indicações médicas é o que apresentou a maior queda em relação a 2021, quando se situava em 36,9%.

Embora registre o menor índice em seis anos de pessoas que evitam consultas presenciais, o estudo aponta que existem diferenças entre a população em função de fatores como a idade e a unidade autônoma de residência.

Assim, destaca-se que as maiores porcentagens de pessoas que evitaram consultas presenciais no último ano se concentram na faixa etária abaixo de 40 anos. Especificamente, 26,2% dos jovens entre 18 e 25 anos e 26,5% daqueles com idades entre 26 e 40 anos evitaram as consultas, porcentagens que praticamente duplicam a registrada entre pessoas com mais de 65 anos, onde o índice é de 13%.

DIFERENÇAS POR COMUNIDADES AUTÔNOMAS

Em uma análise por comunidades autônomas, as Ilhas Canárias, com 31,9%, lideram em porcentagem de pessoas que deixaram de ir pessoalmente ao médico durante o último ano, seguidas pelas Ilhas Baleares e Múrcia, ambas em torno de 26%.

No extremo oposto, encontram-se a Cantábria (10,8%), a Galícia (13,9%) e a Catalunha (15,1%), onde as consultas presenciais apresentam uma recuperação mais acentuada. Essas diferenças refletem que o retorno ao atendimento presencial não está ocorrendo com a mesma intensidade em todo o território.

TELEMEDICINA E IA

O uso da telemedicina se moderou após o forte impulso registrado durante a pandemia, embora mais de um em cada quatro espanhóis (27,1%) continue recorrendo a esse tipo de consulta.

Quanto aos usos, a Atenção Primária (AP) continua sendo a principal área, seguida pelas consultas com especialistas, enquanto a atenção psicológica se destaca como um dos serviços que mais cresceu nos últimos anos, refletindo a crescente importância da saúde mental no atendimento integral da população.

As mulheres utilizam mais a telemedicina (29,4%) do que os homens (24,8%). Por faixa etária, os níveis mais elevados concentram-se entre 26 e 40 anos (30,7%), seguidos pelos grupos de 18 a 25 anos (27,6%), 41 a 55 anos (27,3%) e 56 a 65 anos (27%), enquanto a taxa cai para 23,5% entre os maiores de 65 anos.

Quanto ao cumprimento de recomendações baseadas em inteligência artificial (IA), o estudo aponta que ainda é pequena a porcentagem da população que o faz. Ela se situa em 12,6% entre os homens e em 13,3% entre as mulheres. Por faixa etária, os números são maiores entre os jovens, com 25,3% entre 18 e 25 anos e 21,8% entre 26 e 40 anos. Por outro lado, cai para 4,1% entre pessoas com mais de 65 anos.

Além disso, o uso da IA na prática clínica ainda suscita dúvidas, já que 30,9% dos entrevistados afirmam que se sentiriam desconfortáveis com a possibilidade de uma dessas ferramentas realizar uma avaliação inicial de seus sintomas no âmbito da saúde física, porcentagem que sobe para 37,2% no caso da saúde mental.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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