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MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
A segunda edição da “Pesquisa Nacional de Saúde Sexual”, apresentada nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde e pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), revelou que 10,5% da população se declara “nada” ou “pouco de acordo” com o fato de que um relacionamento entre pessoas do mesmo sexo seja tão respeitável quanto um heterossexual.
Mais especificamente, a porcentagem de cidadãos que “discordam totalmente” em relação às relações entre pessoas do mesmo sexo é de 5,3%, enquanto 5,2% se consideram “pouco de acordo”, segundo este estudo, realizado com uma amostra de 9.009 pessoas.
Por outro lado, esta pesquisa aponta que 70,4% se mostram “totalmente de acordo” com a igual respeitabilidade dessas relações em relação às protagonizadas por pessoas de gêneros diferentes, sendo que 17,7% das pessoas estão “bastante de acordo”.
De qualquer forma, o Ministério da Saúde considera que houve um “avanço na visibilidade” e uma “mudança de atitude” em comparação com a primeira edição dessa pesquisa, realizada há 16 anos. “88,1% da população”, portanto, se mostra favorável a essas relações, número que “mais que dobrou desde 2009, quando o apoio mal chegava a 41%”, explicou.
Esses “são dados que revelam uma sociedade que avançou muito em termos de igualdade, no reconhecimento da diversidade e no respeito à liberdade das pessoas de viverem sua sexualidade sem discriminação”, afirmou a ministra da Saúde, Mónica García, que concluiu afirmando que “isso é uma conquista dos direitos em uma sociedade muito mais madura e muito mais respeitosa”.
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