Publicado 17/08/2025 10:46

Zelenski e Von der Leyen consideram impossível qualquer entrega de territórios à Rússia em um acordo de paz.

O presidente ucraniano insiste em um cessar-fogo prévio para considerar as exigências de Putin sem "a pressão das armas".

Archivo - Arquivo - 6 de março de 2025, Bruxelas, Bxl, Bélgica: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, chegam antes da Cúpula da União Europeia na sede do Conselho Europeu em Bruxelas, Bélgica
Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski - Arquivo

BRUXELAS, 17 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenski e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram no domingo que seria impossível para Kiev entregar voluntariamente território à Rússia como parte de um hipotético acordo de paz, durante a visita expressa do presidente ucraniano a Bruxelas, menos de 24 horas antes de uma reunião crucial com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.

Zelenski viajará para Washington D.C. acompanhado de Von der Leyen e dos líderes da Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Finlândia, além do secretário-geral da OTAN, para que Trump exponha as conclusões de sua cúpula de sexta-feira com o presidente russo Vladimir Putin no Alasca.

Os detalhes da reunião não foram confirmados oficialmente, mas fontes próximas à cúpula começaram a sugerir no último sábado que Putin não quer um cessar-fogo antes de qualquer tipo de negociação e que ele propôs manter a região ucraniana de Donbas, praticamente todo o leste do país, com as províncias de Donetsk e Lugansk, em troca da suspensão de sua ofensiva, como primeira condição.

Em resposta, e em uma coletiva de imprensa conjunta no domingo, o presidente da Comissão Europeia insistiu que, "no que diz respeito às questões territoriais da Ucrânia", a posição da UE e da Ucrânia é "clara": "As fronteiras internacionais não podem ser alteradas pelo uso da força. Esse tipo de decisão deve ser tomado pela Ucrânia, e somente pela Ucrânia, mas nunca pela força", disse ele.

Zelenski não mencionou esses detalhes específicos e, na verdade, expressou seu desejo de que, em sua reunião na Casa Branca, Trump o informasse detalhadamente, embora tenha ressaltado que "Putin foi incapaz de conquistar Donetsk por doze anos" antes de enfatizar que "a Constituição da Ucrânia declara impossível tanto a rendição de territórios quanto sua troca".

Mas, como a questão territorial é tão importante", Zelenski ressaltou, "qualquer discussão sobre ela só pode ser discutida em uma reunião trilateral com os Estados Unidos e a Rússia, e até agora a Rússia não deu nenhuma indicação de que isso acontecerá".

INSISTÊNCIA NO CESSAR-FOGO

O presidente ucraniano também insistiu na importância de declarar um cessar-fogo antes do início das negociações. "Putin tem muitas exigências, e nós não conhecemos todas elas. Se forem tantas quanto eu ouvi, será necessário analisar todas elas a tempo, e isso é impossível sob a pressão das armas, por isso é necessário declarar um cessar-fogo antes de trabalhar, o mais rápido possível, em um acordo final", explicou Zelenski.

Sobre a questão das garantias de segurança que a Ucrânia está exigindo para evitar um novo conflito com a Rússia, o presidente ucraniano relacionou esse aspecto ao processo de adesão da Ucrânia à UE. "A adesão faz parte da questão da segurança", enfatizou Zelenski, antes de recomendar que Bruxelas alinhe esse procedimento com as negociações de adesão da Moldávia.

"Não pode haver divisão entre os dois países. Na minha opinião, seria uma decisão muito ruim, porque uma divisão nesse sentido implica que há uma divisão europeia em relação à Ucrânia", acrescentou.

MILITARIZAÇÃO

Os dois líderes também se opuseram radicalmente a qualquer acordo que enfraquecesse a capacidade de defesa da Ucrânia, um país que deve se tornar um "porco-espinho de ferro", como descreveu Von der Leyen, relacionando essa questão às garantias de segurança e integridade territorial mencionadas anteriormente.

"A Ucrânia deve ser capaz de defender sua soberania. Não pode haver limitações para as forças armadas ucranianas, seja em cooperação ou assistência de terceiros países, e nenhuma limitação para as forças armadas ucranianas", disse Von der Leyen em resposta a outra das "exigências fundamentais", como o presidente russo as chama: a desmilitarização do país.

Por fim, Von der Leyen confirmou que a UE continuará a apoiar a Ucrânia na área de ajuda militar, mantendo a pressão econômica sobre a Rússia na forma de sanções por meio da preparação de um novo pacote de medidas, o 19º, que será publicado, segundo ele, por volta de setembro.

"Já colocamos os ativos ociosos da Rússia para trabalhar em benefício da Ucrânia e continuaremos a pressionar a economia de guerra da Rússia para levar o presidente Putin à mesa de negociações", disse o presidente da Comissão Europeia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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